Falando sobre Mangá

10 Mangás que eu gostaria que fossem publicados no Brasil

Mangas

Fala galere! Estava um pouco sem ideias (admito, não foi só o trabalho, a vida…) e navegando pelos blogs que acompanho tive uma luz. Motivado pela chamada do Sushi POP do Alexandre Nagado para os blogueiros indicarem animes, tokusatsus e mangás (veja aqui), resolvi falar um pouco sobre os mangás que eu gostaria que fossem publicados no Brasil. Sim, que eu GOSTARIA, sendo viável ou não, sendo eu um entusiasta ou curioso, já lido ou não. Minha intenção não é falar sobre as obras em si no detalhe, até porque não li a maioria, mas sem mais delongas, seguem ai os 10 mangás (sem ordem de preferência pois gostaria de todos em praticamente mesma proporção) que fazem falta na minha prateleira.Manga Hetappi RManga Hetappi Kenkyujo R de Yusuke Murata/Yoshihiro Togashi
Volumes: 1
Publicação: 2008 – 2011
Gênero: Guia

Continuação de Manga Hetappi Kenkyujo do mestre Akira Toriyama (publicado no Brasil como livro Mangaká pela Conrad), este guia em formato de mangá, se for como o anterior, deve ser sensacional! Infelizmente não encontrei pela Internet nem mesmo uma única versão, mesmo sem tradução… Foi publicado na Shonen Jump como complemento durante 3 anos e passou pelas mãos dos mestres Murata (Eyeshield-21 e One Punch-Man, que será mencionado aqui) e Togashi (Yu Yu Hakusho, Hunter x Hunter, Level E). Aposto que venderia muito, afinal, hoje é praticamente impossível achar uma cópia do Mangaká para comprar por aqui.Ah! Megami SamaAh! Megami-Sama de Kosuke Fujishima
Volumes: 46 volumes até a data deste post
Publicação: 1988 – em andamento
Gênero: Comédia Romântica

Desde pequeno vejo imagens de Ah! Megami-Sama ilustradas nas mais diversas revistas que passaram pela minha vida. Apesar de ter assistido um pouco do anime, nunca parei para ler o mangá, mas com certeza sei que se publicado aqui no Brasil, já estaria na minha prateleira. Nos EUA é publicado pela Dark Horse até hoje, mas são muitos volumes para importar e o custo fica muito alto. Também fico meio cabreiro porque, assim como Bastard, Berserk, Vagabond, não tem sombra de acabar e, pra quem publica há 25 anos, o que são mais 10 ou 15?

NoiseBlame!/NOiSE de Tsutomu Nihei
Volumes: 6 + 1
Publicação: 1998 – 2003
Gênero: Cyberpunk

Para mim, Tsutomu Nihei é um daqueles gênios malucos que quando fazem alguma coisa, ela sai do seu inconsciente de um jeito que só ele (eu espero) deve conseguir entender 100%. O traço “riscadão” e as histórias enigmáticas me fizeram um grande fã de todas as suas obras, mas Blame!/NOiSE fazem uma falta enorme, tendo em conta que Nihei teve sua obra Abara publicada aqui no Brasil pela Panini. Tive meu primeiro contato com NOiSE em 2005 e desde então tento acompanhar o progresso do autor. Apesar de ter sido publicado pela Tokyopop nos EUA, não encontro completo para comprar…

GyoGyo de Junji Ito (na verdade, qualquer mangá do Ito)
Volumes: 2
Publicação: 2001-2002
Gênero: Horror

Gyo é praticamente um Sharknado bem feito do mal, uma história de terror muito bizarra, ao bom estilo japonês onde peixes bizarros do capiroto invadem as cidades do mundo. OK, talvez a comparação com Sharknado te faça pensar em comédia, mas depois de ler você vai pensar duas vezes antes de rir. Sou um fã enorme das obras do Junji Ito e tive o azar de conhece-las muito tempo depois da Conrad ter publicado Uzumaki por aqui… Até hoje tento completar, mas tenho um volume parado e só. Já os demais mangás do Junji estão na minha lista de importações, pois vários deles foram publicados nos EUA. Infelizmente as duas coleções de one-shots não foi publicada completa, mas se tivesse, faria questão de ter todas elas.Himiko DenHimiko Den de Oh Great!
Volumes: 2
Publicação: 1999 – 2000
Gênero: Aventura

Depois de passar por Tenjou Tenge, Burn-Up W & Excess e acompanhar a edição brasileira de Air Gear, me faz mais do que necessário pedir por Himiko Den, e, se possível, os outros mangás menores do Oh Great! Duvido que não venderiam! Apesar das histórias do mestre serem recheadas de fanservice, Oh Great esbanja poesia, ângulos desafiadores e bons roteiros. Acho que mesmo seus hentais eu teria coragem de comprar. Vale pela beleza de seu traço e pela genialidade das histórias.JoJo Kimyou na BoukenJoJo Kimyou na Bouken de Hirohiko Araki
Volumes: 109 volumes até a data deste post
Publicação: 1986 – em andamento
Gênero: Ação

Tá ai mais um mangá que tenho um imenso respeito e já mencionei sobre no blog (aqui especificamente). Apesar da quantidade gigante de volumes, JoJo é divido em arcos bem definidos que poderiam viabilizar sua publicação. Só não faz mais sucesso no Ocidente por falta de divulgação e tradução dos materiais, pois possui personagens muito interessantes (pelo menos os que conheci do primeiro arco) e muita ação.

Medaka BoxMedaka Box de Akira Akatsuki/Nisio Isin
Volumes: 22
Publicação: 2009 – 2013
Gênero: Ação

Não tive oportunidade de ler, mas além de gostar do traço de Medaka Box, o pouco que ouvi falar me atraiu. Tem um pouco de água com açucar mas a metalinguagem usada no mangá e o fato de ser um mangá que satiriza a Shonen Jump, sendo publicado na Shonen Jump são motivos suficientes para deseja-lo em minha prateleira. Uma ótima review sobre ele você pode ler no Chunan (aqui).

Saint OniisanSaint Oniisan de Hikaru Nakamura
Volumes: 8 volumes até a data deste post
Publicação: 2007 – em andamento
Gênero: Comédia

Eu dúvido que a publicação deste mangá não seria taxada como absurda por muitos aqui no Brasil. Jesus e Buda resolvem tirar férias causando na Terra. Sim, você leu direito, é isso mesmo. E não é só no nome, mas a aparência e elementos religiosos são usados neste mangá em uma sátira inteligente e não-agressiva. O problema é que aposto que um Felicianus da vida impediria qualquer tentativa de entrar com um material desses, infelizmente, por que é sensacional.One Punch-ManOne-Punch Man de ONE/Yusuke Murata (remake)
Volumes: 4 até a data deste post (remake, o original é Webcomic)
Publicação: 2012 – em andamento (remake, 2009 – em andamento)
Gênero: Ação

Nota 2016: Publicado pela Panini!

ONE é mito. O cara desenha bizarramente e resolveu publicar um mangá na Internet só de zuera, com uma história estranha, na qual você percebe uma série de criticas ácidas aos mangás de ação mais conhecidos. Do nada, o cara alcança 20.000 acessos/dia. Então, ele ganhou um remake publicado pela Shueisha, por nada menos do que um desenhista nem um pouco absurdo, mestre Yusuke Murata. Só falta um anime bem divulgado para passar por cima do hype que foi criado em cima de Shingeki no Kyojin.Hokuto no KenHokuto no Ken de Buronson/Tetsuo Hara
Volumes: 27 volumes
Publicação: 1983 – 1988
Gênero: Porradaria

Também já mencionado aqui no blog (aqui especificamente), se fosse colocar numa ordem os 10 mangás deste post, provavelmente eu colocaria Hokuto em primeiro lugar. Com muito sangue, porradaria, ótimas referências e sem a mínima preocupação de ser algo intelectual, Hokuto no Ken é animal, ainda mais se você for pensar que aquele conteúdo foi publicado numa revista para molecada e inspirou uma cacetada de autores a fazer mangá de pura porradaria. A edição americana foi publicada há muitos anos e não foi finalizada, enquanto que na Itália é uma febre tão forte quanto Cavaleiros do Zodíaco é aqui, mas importar a obra completa… Ah como essa brincadeira fica cara… Imposibiru!MisshitsuBonus time!

Misshitsu de Suwa Yuuji
Volumes: 1
Publicação: 2002
Gênero: Proibidão NSFW

Este caso é uma brincadeira, ok? De acordo com o livro Mangá: Como o Japão reinventou os quadrinhos de Paul Gravett (eu tenho e recomendo), publicado pela Conrad, Misshitsu foi o primeiro mangá a ser levado a corte, censurado e removido de todas as bancas na tentativa de eliminá-lo da face da Terra. Ao todo foram 20.000 cópias distribuídas. Como assim? Existe um artigo no Código Penal Nacional japonês que proíbe a criação e distribuição de material não censurado, mesmo ele sendo hentai. O órgão masculino geralmente não é detalhado e muitas vezes nem desenhado, enquanto que o feminino é censurado com uma tarja preta (isso para material legalizado publicado no Japão). Acontece que o autor de Misshitsu resolveu detalhar absurdamente tudo, e usar uma retícula semitransparente ao invés da tarje preta opaca. Resultado: multa + uma quase prisão. Para piorar a situação, tentaram alegar que o artigo 175 violava a liberade de expressão e que na Internet tinha coisa muito pior. Essa brincadeira rendeu a triplicação da multa, que chegou a 1.500.000 yens, o equivalente à 4000 reais mais ou menos. Parabéns ao autor que quis causar, ao editor que deixou publicar e ao advogado com sua apelação magnifica. Fica a seu risco tentar procurar alguma cópia dessa obra na Internet.

Fica a dica dos mangás ai pra vocês! Tem algum mangá que você acha que deveria ser publicado? Comenta ai! Um abraço!

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2 pensamentos sobre “10 Mangás que eu gostaria que fossem publicados no Brasil

    • Muito boas essas indicações! Crows e Real foi mancada minha não ter mencionado, principalmente Real… Rokudenashi BLUES é outro que tenho curiosidade extrema de ler, mas ainda não tive oportunidade de cruzar com ele.

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