Musicalizando

Quick Reviews – 1º Quadrimestre de 2017

Num pequeno intervalo entre projetos, para não deixar minhas resenhas pendentes e, sabendo que não vou escreve-las tão cedo, resolvi fazer este “minimegapost” com os dez álbuns mais interessantes que ouvi este ano até agora. Exceto pelo álbum do Pain of Salvation, os demais você poderá tirar suas próprias conclusões aqui mesmo, ouvindo os álbuns pelos links do Spotify (e no caso do Samsara pelo Bandcamp). Os álbuns, em sua maioria, foram lançados este ano mesmo, mas decidi incluir dois que descobri este ano, mas foram lançados ano passado. Não devo me prolongar demais, para não deixar o post desinteressante, então, vamos nessa!

Os dez melhores – 1º Quadrimestre de 2017

Pain of Salvation – In the Passing Light of Day

Gênero(s): Progressive Metal
Lançamento: 13 de Janeiro de 2017
Duração: 72 minutos

Abrindo o ano com grande estilo, o Pain of Salvation resolveu chutar o pau da barraca com um álbum totalmente focado e sem grandes experimentações. Não espere algo inovador como nos anos de Entropia ou Remedy Lane, e sim o oposto, um álbum consistente e sólido no que diz respeito à sua base sonora. Assim como muitas bandas tem feito, o som do Pain of Salvation neste álbum é mais grave, contém mais palm-mutes e mais elementos do metal progressivo moderno. O álbum gira em torno da experiência de quase-morte de Daniel Gildenlow, porém não é um conceito fechado, como acontece no álbum Be. Ele permeia a experiência, os sentimentos envolvidos e assuntos relacionados. Fazia tempo que não saia nada do PoS, e o álbum me agradou muito. A longo prazo se mostrou um pouco “enjoativo”, mas tudo no PoS pra mim tem esse problema. Aqui também tem uma resenha do nosso Blog parceiro RockEmBalboa falando deste álbum, confere aí!

Soen – Lykaia

Gênero(s): Experimental/Post Metal
Lançamento: 3 de Fevereiro de 2017
Duração: 49 minutos

Encontrei o Soen buscando por bandas semelhantes ao Tool, e não me decepcionei. Soen não é Tool, mas é um substituto agradável para aquelas horas em que você se recorda que faz mais de 10 anos que não sai nada. Lykaia segue na mesma linha que o Soen tem buscado, imagino eu, desde o primeiro álbum: seguir a “linha Tool” porém tentando fazer algo diferente. Ainda assim, a banda entrega um som consistente, pesado, porém não tão original. Como já disse várias vezes aqui no blog, nem sempre falta ou originalidade são elementos fundamentais, mas neste caso seria, para o álbum brilhar, o que não aconteceu. É um álbum OK. Aqui também tem uma resenha do nosso Blog parceiro RockEmBalboa falando deste álbum, confere aí!

Disperse – Foreword

Gênero(s): Neo Prog, Tech/Extreme Prog Metal
Lançamento: 10 de Fevereiro de 2017
Duração: 52 minutos

Esta é a primeira vez que o Disperse aparece aqui no blog, e tenho que tecer elogios aos garotos poloneses, especialmente ao Jakub Zytecki, guitarrista da banda. Extremamente técnico, porém extremamente agradável. O álbum, como os demais da banda, tem energia, tem um som novo, que mescla um tanto de elementos do metal progressivo, moderno ou “anos 2000”, tem elementos que puxam para o instrumental maravilhoso de bandas como Animals As Leaders, expoentes do Tech/Extreme Prog Metal, consistente se comparado com os demais álbuns da banda. Sem dúvida um lançamento maravilhoso para o ano de 2017. Só recomendo que ouça, e ponto.

O.R.k. – Soul of an Octopus

Gênero(s): Eclectic Prog
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2017
Duração: 48 minutos

O.R.k é um supergrupo progressivo, com Pat Mastelotto do King Crimson e Colin Edwin do Porcupine Tree no time. Se você conhece esses dois caras, já deve imaginar o quão experimental e estranho pode ser o seu som, juntando o baixo etéreo e ambiente de Colin com a percussão extrema e a técnica de Mastelotto, e o resultado é exatamente isso. Não tenho outra palavra para descrever além de estranho. Soul of an Octopus é o segundo álbum da banda, bem mais obscuro e pesado que o primeiro, porém mantendo o som sem definição feito pelos caras. Posso dizer que é bem incomum e tende a ser 8/80. Mostrei para algumas pessoas, que ou odiaram ou amaram. Eclectic Prog geralmente é assim.

The Mute Gods – Tardigrades Will Inherit The Earth

Gênero(s): Crossover Prog
Lançamento: 24 de Fevereiro de 2017
Duração: 58 minutos

Seguindo na linha do primeiro álbum, cuja resenha está bem aqui no blog, o rock progressivo vanguardista do The Mute Gods retorna adicionando elementos ecléticos ao seu som, como o som post-punk da faixa título, ao som artificial e pesado de We Can’t Carry On. Contém críticas ácidas, nem todo mundo aceitou, ao governo americano e à burrice da humanidade. Não impressionou tanto quanto o primeiro, o que me decepcionou um pouco, esperava um pouco mais. Quem sabe na próxima vez. Aqui também tem uma resenha do nosso Blog parceiro RockEmBalboa falando deste álbum, confere aí!

Samsara Blues Experience – One With The Universe

Gênero(s): Psychodelic/Space Rock, Stoner Rock
Lançamento: 10 de Abril de 2017
Duração: 47 minutos

Assim como a banda Black Mountain (desta resenha aqui), que seguiu para um caminho experimental vindo do Stoner Rock, o Samsara Blues Experiment desde sua concepção permeia gêneros como o blues em seu nome, Psychodelic e Space Rock, doom e tantos outros, agora em seu novo álbum adicionou uma camada progressiva sem igual, com teclados e mais teclados, deixando seu som muito mais complexo, completo e intenso. Definitivamente é o melhor álbum da banda e um dos melhores lançamentos do meu ano. O álbum só podia ser mais extenso, visto que as músicas do Samsara são viagens longas, poderia ter mais uma ou duas.

Link oficial para ouvir: https://samsarabluesexperiment.bandcamp.com/album/one-with-the-universe

Ayreon – The Source

Gênero(s): Progressive Metal
Lançamento: 18 de Abril de 2017
Duração: 98 minutos

Ayreon é um caso antigo comigo que não vem dando certo desde o 01011001, o álbum que julgo ser o ápice da banda. Arjen tem repetido demais suas fórmulas e o The Source não é uma exceção. Ele é mais consistente e sonoramente mais variado do que o álbum anterior (The Theory of Everything), entretanto não impressiona, não marca, exceto pela faixa The Human Compulsion que busca elementos sonoros do próprio 01011001. O álbum em si é um prólogo da história contada em 01011001, mas não chega nem perto do brilhantismo atingido no álbum da história original.

Uneven Structure – La Partition

Gênero(s): Tech/Extreme Prog Metal
Lançamento: 21 de Abril de 2017
Duração: 56 minutos

Prêmio pessoal em inovação no 1º quadrimestre de 2017, 8 anos desde seu primeiro álbum, a banda francesa Uneven Structure repaginou totalmente seu som. Vindo de um álbum conceitual metafísico com uma sonoridade pendendo ao shoe gaze, densa e pesada, a banda resolveu manter a temática filosófica, porém com uma sonoridade moderna, agressiva e mais acessível. Todas as músicas do álbum são boas. Todas tem momentos impressionantes e brilhantes. Se o post do Prog ao redor do Mundo, parte 2 (Europa) fosse hoje, não pensaria duas vezes para colocar o Uneven Structure lá, mesmo ao custo de tirar o Magma da jogada. Talvez todo esse empenho venha do fato de que o Uneven Structure não necessariamente é uma banda “ativa”. Todos os seus membros tem empregos regulares e fazem música quando querem por puro prazer. Sei que isso acontece com muitas bandas  mais desconhecidas, mas o Uneven não se rende à necessidade comercial de se fazer um som pra ficar famoso antes de fazer o que gosta. Eles são fodas.

Adult Cinema – Teaser Trailer

Gênero(s): Psychodelic/Space Rock
Lançamento: 8 de Abril de 2016
Duração: 50 minutos

Estava eu, navegando no Facebook quando recebi um anuncio com este álbum, uma mistura de Pink Floyd com Porcupine Tree, como se autodescreviam, duas bandas que eu adoro, então, fui conferir. O som do Adult Cinema é interessante na nostalgia, se aproveitando de diversos momentos das duas bandas mencionadas, porém falta peso, falta inovação, falta algo que brilhe. É um som agradável, às vezes um pouco moroso e leve demais, às vezes tem momentos nostálgicos, bem, é minimamente interessante, e resolvi colocar aqui pois nem todo primeiro álbum é bom, mas o que vem depois pode ser melhor. Vamos ver no futuro no que vai dar.

Carpoolparty – Hot Tapes

Gênero(s): Vaporwave, Vapordance (Não é Prog, WTF?)
Lançamento: 20 de Agosto de 2016
Duração: 47 minutos

Eu devia colocar este álbum como bônus, como um ponto fora da curva, mas eu já coloquei no passado o Manamoon do Serani Poji na retrospectiva 2016, então nada mais justo de colocar este álbum incrível neste post. Hot Tapes do Carpoolparty foi a porta de entrada para mim no bizarro, progressivo e profundo mundo do Vaporwave, um “gênero musical” criado diretamente na Internet, usando influências oitentistas, e s t é t i c a b i z a r r a, elementos de tecnologia “retrôfuturista”, estátuas gregas e músicas desaceleradas. Permeando esta esquisitice está o Carpoolparty, que promove seu próprio subgênero do Vaporwave, o Vapordance, uma mistura de Vaporwave com Dance Music. É uma combinação totalmente alheia ao meu gosto musical, porém acho que este ano foi o álbum que mais ouvi (inclusive consecutivas vezes). Todas as músicas são sensacionais, cada uma tem um elemento que diversifica, não enjoa. Seu único defeito é ser um filho único, por hora.

Espero que este “minimegapost” compense pela ausência aqui no blog, e talvez marque posts esporádicos e mais simples, porém sem deixar a coisa desandar.

Um abraço e até a próxima!

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