Musicalizando

O Prog e a música ao redor do mundo – Parte 2: Europa

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Eis aqui estamos com mais uma (extensa) segunda parte de o Prog e a música ao redor do mundo, agora na Europa. Posso dizer que com esta pesquisa que vos apresento, não outro lugar no mundo tão frutífero para os fãs do Prog do que na Europa. Tanto que na fase de identificação dos álbuns, pesquisa e seleção, completei a Europa em algumas horas. Cada país me apresentou tantas opções que fiquei pensando se realmente deveria pegar apenas uma, mas segui minhas definições estabelecidas para esta matéria, sem me alongar mais do que o necessário. Foram apenas 4 territórios de 57 com álbuns, apenas 1 território que não consegui nada e 1 território não habitado. Os Proggeiros piram.

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Banda: Thunder Way
Álbum: The Order Executors
Gênero(s): Heavy Metal, Power Metal
Ano: 1993
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Eu acabei de mencionar que foram apenas 4 países com álbuns não-Prog? O primeiro caso já abre este artigo. Thunder Way foi a única banda pelo menos relacionada (no caso Heavy/Power Metal) que consegui encontrar dentre as dezenas de bandas que pesquisei do país. Vários artigos me apontaram vários nomes do metal (progressivo ou relacionado) da Albânia, entretanto não consegui encontrar material para ouvir. Sobre o Thunder Way, é uma gravação bem datada, suja e segue uma linha bem tradicional do heavy metal noventista. São poucas as cópias circulando por ai, assim como são raras as gravações que podem ser encontradas na internet sobre esta e outras bandas do cenário do metal da Albânia, que me pareceu rico nos artigos que li, mas infelizmente não pude escutar.

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Banda: Eloy
Álbum: Ocean
Gênero(s)Psychodelic/Space Rock, Symphonic Prog
Ano: 1977
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

A capa deste disco sempre me encantou, desde que entendo por gente. Várias vezes me deparei com ela em revistas de rock ou na internet, e então, aproveitando a deixa deste artigo, deixei a ilusão da capa de lado e resolvi ouvi-lo finalmente. O resultado não foi incrível, porém pelo menos satisfatório. Ocean é o sexto de dezoito álbuns já lançados pela banda alemã, que no seu país foi contra a corrente do krautrock para fazer um som mais sinfônico progressivo e, mais a frente, espacial. Sua sonoridade tem bastante influência da época, mas ainda sim não chega a ser datado. Os sons de baixo em conjunto com os teclados são bem etéreos, modulados a um ponto que não acho que seja por falta de vocabulário musical eu tenha achado além de seu tempo. Sinto um leve sotaque alemão falando inglês nos vocais, que trás um charme diferenciado. O instrumental me lembra em parte o francês Jean Michael Jarre, além de passagens “floydisticas” e “yeszistas”. É possível ouvir um inicio de Neo-Prog também, mas nada muito representativo. Temos musicas longas, musicas curtas e bastante viagem em seus 44 minutos de duração. Recomendo.

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Banda: Persefone
Álbum: Shin-ken
Gênero(s): Tech/Extreme Prog Metal
Ano: 2009
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Com passagens contrastantes entre acordes de guitarra pesados e um belo piano, guturais, vocais rasgados e limpos, além de instrumentos e ideias influenciadas pela cultura japonesa, Shin-ken é uma miscelânea que merece seu espaço aqui com razão. A banda que já havia antes deste criado um álbum de death metal progressivo conceitual relatando a história de Persefone, a deusa ocidental que nomeia a banda, resolveu fazer algo que considero totalmente inesperado ao migrar suas inspirações para o oriente. Para seu álbum de 2017, a banda fez uma campanha de crowdfunding com sucesso. Para os amantes de vocais guturais ou sons diferentes, é uma ótima pedida. Destaque para as faixas Death Before Dishonour e Kusanagi.

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Banda: Eela Craig
Álbum: One Niter
Gênero(s): Jazz Rock/Fusion
Ano: 1976
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Eela Craig é uma banda muito estranha, e muito interessante. Seu nome não tem um significado conhecido, álbuns completamente opostos, como este presente (com uma mulher nua na capa e em alguns lugares censurado) versus um álbum chamado Missa Universalis (1978) conceituado no cristianismo, emprega o conceito do rock progressivo sinfônico em cima do Jazz/Fusion, ao invés do contrário… Enfim, é um ótimo álbum que sai pela tangente do mais do mesmo da época recheada por Gentle Giant, King Crimson, ELP e Yes. Definitivamente progressivo, porém sendo um álbum de Jazz Rock/Fusion. Sobre a banda, sua carreira durou cerca de 18 anos, entre 1970 e 1988, apesar de uma última reunião datada de 95 para uma última performance.

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Banda: The Worm Ouroboros
Álbum: Of Things That Never Were
Gênero(s): Eclectic Prog
Ano: 2013
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Não confundir com a banda Worm Ouroboros, de death/doom/experimental metal. THE Worm Ouroboros é uma banda recente, formada em 2006, e seu único lançamento, “Of Things That Never Were” é um dos álbuns mais interessantes que ouvi nesta presente pesquisa. O álbum possui peças com longas passagens instrumentais, que misturam o Eclectic Prog original de King Crimson e Van Der Graaf Generator com elementos de Folk, Canterbury, Symphonic e até mesmo o estranho Zeuhl da banda Magma. A flauta presente no álbum é incrível e sombria. Se não me falha a memória, só metade das faixas possui passagens com vocal, o que é equilibrado com as paisagens sonoras criadas pela banda. É um álbum recente que remete a sons do passado, mas sem ser datado. Definitivamente recomendado.

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Banda: Univers Zéro
Álbum: Uzed
Gênero(s)RIO/Avant-Prog
Ano: 1984
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Univers Zéro é uma das bandas precursoras do Rock In Opposition (RIO), formada em 1974 pelo ex-baterista da banda de Zeuhl Arkham, influenciada pela sombria cultura Lovecraftiana. Antes de ser Univers Zéro, a banda emprestava outro termo Lovecraftiano como nome, Necronomicon. Assim como H.P. Lovecraft, o som instrumental do Univers Zéro é sombrio, desafiador e complexo, marcado por longas improvisações, instrumentos não tradicionais para uma época que era inundada por disco, punk e mais a frente pelo hard rock, e por uma atmosfera extremamente densa. A banda continua na ativa, após um hiato entre 86 e 99, com sua sonoridade esquisita, que chega a lembrar em momentos trilhas sonoras de filmes e jogos dos anos 90.

Bósnia & Herzegovina bosnia_and_herzegovina-svg

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Banda: Emir Hot
Álbum: Svedah Metal
Gênero(s)Progressive Metal
Ano: 2008
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Emir Hot é um guitarrista nascido na Bósnia & Herzegovina, que viveu a guerra no país, passou por bandas de heavy, trash, prog metal até seu lançamento solo. Apesar de alguns momentos interessantes, o vocal é um tanto quanto genérico, momentos previsíveis e acaba puxando bem mais para o Heavy Metal do que para o Progressivo, o que me desagrada um pouco pela mesmice.

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Banda: Smallman
Álbum: Envision
Gênero(s)Experimental/Post Metal
Ano: 2014
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Gaita de fole é um instrumento um tanto quanto incomum no metal, pelo menos para o que conheço, e o Smallman o aplica de uma forma um tanto quanto inusitada, numa sonoridade Experimental/Post Metal que se assemelha bastante com a banda Tool. Junto com a gaita de fole búlgara (gaida), a banda utiliza um outro instrumento étnico, o kaval, uma espécie de flauta de madeira, além das influências do folclore dos Balcãs que rodeiam a banda. A sonoridade da banda é obscura e etérea. Em alguns momentos se assemelha a cânticos de rituais pagãos. Se você gosta de Tool e não liga ou quer/gosta de ouvir bandas parecidas como Soen e Karnivool, pode colocar Smallman na lista imediatamente.

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Banda: Макка Сагаипова (Makka Sagaipova)
Álbum: Безам (Love)
Gênero(s): Folk Pop
Ano: 2005
Idioma: Russo
Fonte: Outros

Chechênia: Republica independente da Rússia. Das opções que tive para escolher da localização, a maioria contava com cantoras de música popular, ou uma mistura entre o pop tradicional e a música folk local. Escolhi o caso da Makka Sagaipova mais pela sua história do que pela música em si. A cantora começou com 6 anos e desde então não parou. Entretanto, sua carreira foi alavancada pelos investimentos de seu marido, um milionário com 26 anos de diferença. Quando se casou, com 17 anos, seu marido já tinha uma filha de 14 e um filho de 13… Sobre a música, Makka tem uma voz jovem, tremida, que acompanha um ritmo popular com instrumentos étnicos somados a guitarras e baterias modernas. Tem influências de música eletrônica, rock, pop, musica árabe (posso estar enganado, não conheço o folk russo) e o álbum com 19 faixas tem um pouquinho de tudo.

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Banda: Seven That Spells
Álbum: Superautobahn
Gênero(s)Psychodelic/Space Rock, Krautrock
Ano: 2012
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Com capas provocantes com formas femininas e uma aura futurista, agressiva e psicodélica, temos um álbum um tanto quanto diferente dentre todas as seleções que ouvi, talvez por conta do Krautrock. Não sei quanto aos demais álbuns, mas este é instrumental, possui três faixas longas que se aproveitam de camadas de loops e improvisações para criar um som que se estende como a paisagem da capa do disco. Não é um som muito acessível, porém é uma boa pedida para quem já está se aventurando por sons mais complexos como o Krautrock. Com certeza devo dar uma conferida nos demais álbuns da banda quando tiver tempo, até porque é um ótimo material para ouvir junto com uma leitura de ficção mais densa.

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Banda: Royal Hunt
Álbum: Paradox
Gênero(s)Progressive Metal, Symphonic Metal
Ano: 1997
Idioma: Inglês
Fonte: Outros

Paradox é um álbum que mistura o metal progressivo dos anos 90 com uma ambientação e temática mais gótica com o metal sinfônico, criando uma atmosfera interessante. Apesar de não contar uma história especifica, o álbum permeia os conceitos de religião e divindade, que casam com os teclados que parecem soar de dentro de uma igreja. Em seu país a banda tem notório sucesso, juntamente com seus 13 álbuns em uma carreira que começou em 89. Muitos temas de teclado usados neste álbum se assemelham aos temas usados em trilhas góticas como da série de jogos de vampiro Castlevania, o que pelo menos para mim dá um gosto especial ao álbum.

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Banda: Beggars Opera
Álbum: Waters of Change
Gênero(s) Symphonic Prog
Ano: 1971
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Uma banda com uma carreira curta, entre 69 e 76, porém com lançamentos que se estendem até os dias de hoje, Beggars Opera veio na torrente de bandas do prog sinfônico do inicio dos anos 70. Elementos tradicionais como o Mellotron e a estrutura do prog sinfônico estão presentes e seguidos a risca. A banda não teve tanto sucesso, ofuscada pelos gigantes da época, e também com razão, afinal apesar de ter um bom som, não é muito inovador, mas minimamente agradável aos curtidores do prog sinfônico.

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Banda: Dežo Ursiny
Álbum: Pevnina detstva
Gênero(s): Jazz Rock/Fusion
Ano: 1978
Idioma: Eslovaco
Fonte: Spotify

Nascido em 47, Dezider Ursiny é uma das figuras mais importantes do rock nacional na Eslováquia,  não só como músico solo, mas em participações de diversas bandas do país além de trilhas sonoras de filmes. Apesar da fase progressiva mais intensa com um Jazz Rock/Fusion de composições longas, sombrias e complexas, o músico só foi adquirir notoriedade quando passou a migrar para estruturas mais acessíveis e somente a posterior teve seu trabalho progressivo melhor reconhecido, principalmente porque esta fase experimental teve problemas de censura e boicote da mídia local. Pelo menos comigo o idioma eslovaco foi absorvido com tranquilidade e acabou se destacando como um álbum deveras interessante.

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Banda: Seventh Station
Álbum: Between Life and Dreams
Gênero(s): Progressive Metal
Ano: 2016
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Primeiro álbum da banda recém formada Seventh Station, Between Life and Dreams é um metal progressivo que claramente possui influências de Dream Theater (talvez notáveis por conta do pianista e maestro turco Eren Basbug presente no álbum, que já trabalhou com Jordan Rudess e com o DT). É bem pesado, mas não é cansativo, pois se aproveita de momentos para deixar o ouvinte respirar, criando uma fluência entre as faixas, que parecem seguir um conceito que, conforme descrito pela banda, fala sobre “estar preso entre duas escolhas”, além de um vocal interessante, o israelense Davidavi Dolev. Uma boa pedida para os fãs de metal progressivo sem dúvida.

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Banda: Triana
Álbum: El Patio
Gênero(s): Symphonic Prog
Ano: 1975
Idioma: Espanhol
Fonte: Spotify

Apesar de ser considerada a banda que deu origem ao rock andaluz, ou rock flamenco, a primeira formação e primeiros discos da banda Triana exibem um rock progressivo sinfônico que se aproveita dos elementos do flamenco e outras estruturas folk espanholas para criar uma combinação única. A instrumentação do álbum é fenomenal e bem diferente do usual, como é o exemplo da primeira faixa do álbum, “Abre la puerta”, que se estende por quase 10 minutos que misturam toques de Mellotron com o violão do flamenco e a estrutura do rock progressivo sinfônico. Infelizmente sobre a carreira da banda, ao que parece este álbum na época não foi um sucesso e a cada disco a banda se distanciou mais do progressivo para fazer o que é considerado o rock flamenco.

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Banda: Mess
Álbum: Küsi Eneselt
Gênero(s)Psychodelic/Space Rock
Ano: 2004
Idioma: Estoniano
Fonte: Outros

Apesar da data de lançamento do álbum ser 2004, não se engane, Küsi Eneselt é uma coletânea, assim como o álbum que leva o mesmo título da banda, de 1995, com faixas gravadas entre 75 e 76. A banda teve uma curta vida, entre 74 e 77, provavelmente afetada pela ocupação soviética e a proibição do material gravado, mas seus shows eram considerados experiências incríveis pelos relatos que encontrei. A primeira coletânea, de 95, foi criticada pela extensa edição, portanto, 9 anos depois, uma versão remasterizada sem edição foi lançada. A versão que possuo contempla um segundo disco, com faixas ao vivo. Mesmo com a remasterização, é um som ligeiramente sujo, porém bem viajado como se espera de um álbum de rock psicodélico, com leads de teclado espaciais e extensos, passagens soladas e camadas de instrumentação que soam como os velhos tempos de Pink Floyd. O álbum em si é um pouco datados, porém com um charme bem interessante.

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Banda: Magyar Posse
Álbum: Random Avenger
Gênero(s)Post Rock/Math Rock
Ano: 2006
Idioma: Instrumental
Fonte: Youtube

Com um clima melancólico e etéreo, a banda Magyar Posse, da Finlândia, possui uma atmosfera moderna a la Jean Michael Jarre misturando o Post Rock com a música eletrônica. Random Avenger é seu último álbum, o qual adicionou no quinteto uma violinista, trazendo novas texturas para seu quadro sonoro e adicionando mais emoção. Alguns momentos lembram trilhas sonoras de filme, o que é confirmado pela maior influência citada pela banda ser ninguém menos do que o compositor ganhador do Oscar de 2016 Ennio Morricone (pela trilha sonora de Os Oito Odiados, apesar de ter uma dezena de trilhas melhores em toda sua carreira). Embora o termo Magyar remeter à Hungria (Magyar = Húngaro em húngaro), a banda não tem vínculo com o país, exceto pelo nome que vem do vinho Magyar Fehér Bor, popular na Finlândia. A banda tinha grande notoriedade em seu país, onde desde o primeiro álbum entrou em charts e até mesmo recebeu premiações, entretanto em 2012, após 13 anos na estrada, o sexteto encerrou suas atividades por falta de motivação e paixão pela indústria da música.

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Banda: Magma
Álbum: Mekanïk Destruktïw Kommandöh
Gênero(s)Zeuhl
Ano: 1973
Idioma: Kobaïan
FonteSpotify

Pra começo de conversa, descrever a banda Magma é descrever o subgênero do prog Zeuhl, que já não é uma tarefa fácil. A banda visionada pelo baterista Christian Vander nasceu de uma ideia ambiciosa de um conceito em que os habitantes do condenado planeta Terra fogem para um planeta chamado Kobaïa, onde encontram nativos e entram em conflitos e outras aventuras. Até aí muitas bandas de rock e metal (progressivo ou não) já criaram histórias como esta. Entretanto, para contar sua história, Christian Vander criou um idioma fonético próprio o Kobaïan, extensas descrições destas crônicas em diversos formatos e idiomas e até mesmo um gênero próprio dentro do Prog. Composto por uma fusão do rock com a música erudita e jazz, usando bastante coros, orquestração intensa e ritmos de marcha, nasceu o Zeuhl na França, junto com o Magma. A banda continua na ativa apesar de um hiato entre 83 e 96, pelo menos 50 músicos já passaram em inúmeras incarnações da banda, que conta com uma discografia imensa de estúdio, ao vivo e outros materiais. É um som que desperta curiosidade e estranheza.

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Banda: Breed 77
Álbum:  In My Blood (En Mi Sangre)
Gênero(s)Experimental/Post Metal
Ano: 2006
Idioma: Inglês, Espanhol
Fonte: Spotify

Gibraltar: Território pertencente ao Reino Unido. Assim como o Triana da Espanha tem o rock flamenco, em Gibraltar temos o Breed 77 com o metal flamenco. Como tenho certa inclinação a apreciar o flamenco, esta combinação, assim como o do Triana são bem atrativas aos meus ouvidos. A presença do flamenco na estrutura musical e em alguns momentos de forma mais explicita é a quebra que deixa o metal do Breed 77 fluir naturalmente. São 16 faixas com elementos individuais e acessíveis. Apesar da origem em Gibraltar, a banda logo migrou para o Reino Unido, onde está até hoje e já chegou a entrar nos charts. O Breed 77 também já participou de festivais ao lado de bandas como Metallica, Megadeth e Black Sabbath, e continua na ativa com 7 álbuns de estúdio desde 2001.

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Banda: Gravitysays_i
Álbum: Quantum Unknown
Gênero(s): Neo-Prog
Ano: 2016
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Uma banda que encontrei por acaso, um pouco antes de iniciar minha pesquisa para esta matéria. Seus primeiros álbuns são estranhos, uma mistura de Electronic Prog com Ambient e outros elementos obscuros, porém é com o Quantum Unknown que a banda ganhou um espaço na minha playlist e uma pegada mais Prog. É um Neo-Prog bem moderno, que mescla elementos de inúmeros subgêneros do Prog, principalmente do já citado Electronic Prog. O vocalista da banda além de seu papel usual toca na banda um instrumento chamado Santur, de cordas percutidas (ou seja, ele bate nas cordas) típico da música persa, criando uma combinação etérea dos sons virtualizados eletrônicos com a acústica do Santur. Destaque para Of Woe/Migratory Birds e a faixa título.

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Banda: El Scar
Álbum: The Human Instrumentality Project
Gênero(s)Tech/Extreme Prog Metal
Ano: 2010
Idioma: Instrumental
Fonte: Bandcamp

Dependência da Coroa Britânica. Inspirado pelo anime japonês Neon Genesis Evangelion, temos Marc Le Cras, ou El Scar, com uma fusão de elementos do Djent, Ambient, Electronic e outras experimentações para criar um som digno de uma trilha sonora para homenagear o glorioso anime que foi um marco para gênero. Em seu Bandcamp estão disponíveis mais 6 álbuns/EPs além do presente, que em alguns momentos fogem da proposta Tech/Extreme Prog Metal, mas não deixam de ser interessantes.

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Banda: Textures
Álbum: Phenotype
Gênero(s)Tech/Extreme Prog Metal
Ano: 2016
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Do cenário moderno, Textures é uma das bandas mais inovadoras que conheço no que diz respeito à sonoridade, apesar do timbre dos vocais herdados do metalcore não me agradarem. A sonoridade da banda pode ser descrita como uma fusão de metalcore com metal progressivo, adicionando elementos do tech death metal e até mesmo elementos de jazz, Ambient e Electronic em poli-ritmos insanos e extrema técnica. Phenotype é a primeira parte de um álbum de conceito instrumental, que será completado em 2017 com a segunda parte, Genotype, que segundo algumas fontes, será um álbum com una única faixa de 45 minutos que apresenta sua primeira parte em um contexto totalmente diferente. Por hora não tenho a mínima ideia do que isso significa, mas parece tentador.

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Banda: Solaris
Álbum: Marsbéli krónikák
Gênero(s)Symphonic Prog
Ano: 1984
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Do húngaro, crônicas marcianas, Marsbéli krónikák é um álbum conceitual que não necessariamente precisa de uma letra para contar uma história. A capa do álbum, juntamente com sua sonoridade que abusa de camadas de sons futuristas de teclado, cria uma atmosfera digna de uma ficção científica ao nível de Blade Runner. Enquanto o título do álbum veio do livro homônimo de ficção científica do autor Ray Bradbury, o nome Solaris veio do livro de mesmo nome do escritor Stanisław Lem, também do mesmo gênero evocado pela sonoridade do álbum. Com cara de trilha sonora, não há trechos solados ou de extremo improviso. Ao invés, um panorama futurista é criado alternando sons de  teclado, flauta e guitarra. Com certeza uma bela companhia para uma leitura do gênero.

Ilha de Man isle_of_man-svg

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Banda: Charles Guard
Álbum: Avenging and Bright
Gênero(s): Folk, Manx Music
Ano: 1980
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Dependência da Coroa Britânica e o país com a bandeira mais sinistra. Apesar da bandeira, o som de harpa da Ilha de Man é belo, suave e relaxante. Também conhecido como Kiaull Vannin, a música folk popular da Ilha de Man tem influências da música popular irlandesa, nórdica e escocesa. Seguindo a tradição céltica do uso da harpa, não necessariamente a Manx Music tem proeminência no uso da harpa, mas no caso de Charles Guard, por se tratar de canções típicas irlandesas e escocesas retrabalhadas, o uso da harpa é essencial. Por este motivo coloquei Manx Music como segundo estilo e não como principal, pois há elementos mas não sei se o álbum em si deve ser considerado puramente do gênero só por ser da Ilha de Man.

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Banda: Týr
Álbum: Eric the Red
Gênero(s)Progressive Metal, Folk Metal
Ano: 2003
Idioma: Inglês, Dinamarquês, Faroese
Fonte: Spotify

Território independente da Dinamarca. Assim como seu nome vem o deus nórdico da lei e da justiça, a banda faroese Týr ambienta seu material na mitologia viking. Cantado em três idiomas, o álbum conta com interpretações de quatro músicas tradicionais de três diferentes países, além das composições originais que se mesclam num álbum sonoramente conceitual e deveras interessante. A banda, como esperado de suas influências, mescla o metal progressivo com elementos da música tradicional faroese, chamada kvæði, cantada em corais heroicos que narram as proezas de seus heróis.  A banda está na ativa desde 98 contando com sete álbuns de estúdio que seguem na mesma linha.

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Banda: Storm Corrosion
Álbum: Storm Corrosion
Gênero(s): Eclectic Prog
Ano: 2012
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

A colaboração de Steven Wilson (Porcupine Tree, Blackfield, Bass Communion…), um dos gênios do Prog moderno, mas nesta época em 2012 ainda em transição do Heavy Prog, com Mikael Åkerfeldt, da banda de Tech/Extreme Prog Metal Opeth, que nesta época ainda estava no inicio de sua transição final sonora da banda que foi um dos expoentes do Death Metal melódico, era esperada como um projeto de peso, provavelmente um metal progressivo intenso misturando a base Prog de Steven com o Metal extremo de Mikael. Para a surpresa dos fãs, o álbum obscuro, em alguns momentos vago e etéreo, só pode ser categorizado como Eclectic Prog pela semelhança obscura com certas experimentações de bandas como King Crimson. Experimentações, mais uma vez, extremamente obscuras. As faixas pendem bem mais para o lado acústico, com texturas sombrias e uma sonoridade que acompanharam a transição de ambos os músicos em seus álbuns Grace For Drowning (2011) de Steven  e Heritage (2011), que foram lançados entre o anuncio da colaboração Storm Corrosion (2010) e o lançamento do álbum propriamente dito (2012).

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Banda: Horslips
Álbum: The Táin
Gênero(s): Prog Folk
Ano: 1973
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Prog Folk, com as influências celtas mais do que notáveis. Não é para menos, a banda é considerada os fundadores do “rock celta”, que funde influências da música tradicional irlandesa com o rock. A semelhança com Jethro Tull é difícil de não ser mencionada, pois as linhas de flauta lembram bastante o álbum Aqualung (1971). Em seu país, a banda foi reconhecida como uma lenda em seus tempos de sucesso entre os anos 70 e 80. Apesar de um grande hiato, houve uma nova tentativa de retornar nos anos 2000, mas ao que parece a banda se tornou um ato intermitente.

Irlanda do Norte northern_ireland-svg

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Banda: Andwella’s Dream
Álbum: Love and Poetry
Gênero(s)Psychodelic/Space Rock
Ano: 1969
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Banda de carreira curta, entre 68 e 72, com um som datado do Psychodelic/Space Rock que lembra o inicio do Pink Floyd, um pouco de Led Zeppelin e Deep Purple. Apesar das músicas terem curta duração, a parte instrumental tem uma participação interessante, como o caso do “extenso” final da primeira faixa, The Days Grew Longer For Love. Para quem gosta do inicio da carreira das bandas que citei, pode ser uma boa pedida.

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Banda: Sólstafir
Álbum: Svartir Sandar
Gênero(s)Progressive Metal, Experimental/Post Metal
Ano: 2011
Idioma: Islandês
Fonte: Spotify

Especificamente para a Islândia estive entre duas opções de difícil escolha. Acho que no caso do Prog, a escolha de muitos de meus colegas seria Sigur Rós (Experimental/Post Metal), entretanto, acabei seguindo com o Sólstafir, que também é uma banda de Experimental/Post Metal, entretanto possui uma pegada puxada para o metal progressivo, o que dá um sabor diferente. Os vocais são bem agressivos e gritados, cantados no idioma local. Em alguns momentos me lembra Roger Waters em seus momentos mais agressivos no Pink Floyd. Entretanto o instrumental chega a ser atmosférico em alguns momentos, numa ambientação que só me faz remeter ao seu gélido país de origem. A banda possui uma carreira sólida, com 5 álbuns desde sua fundação, em 1995, sendo este presente um álbum duplo. A banda também se utiliza de influências da música folk local em alguns elementos de seu som, de forma sutil e interessante. Uma vez que o idioma é absorvido, a audição se torna fluída.

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Banda: Museo Rosenbach
Álbum: Zarathustra
Gênero(s): Rock Progressivo Italiano (RPI)
Ano: 1973
Idioma: Italiano
Fonte: Youtube

Único representante do Rock Progressivo Italiano (RPI) em nossa série, falar de bandas como Museo Rosenbach, Premiata Forneria Marconni e Banco del Mutuo Soccorso, é falar do RPI em si. Temos aqui a presença recheada de sintetizadores, Mellotron e órgão, elementos da música clássica e uma pomposidade musical que se apresenta logo de cara na faixa título, que ocupava um lado inteiro do vinil. Infelizmente na época o álbum foi um fracasso devido a um boicote promovido pela RAI (Radiotelevisione italiana S.p.A.), que não é nada menos que a maior empresa de televisão e rádio, estatal italiana pertencente ao Ministério da Economia e das Finanças. O boicote se deu por conta de suposições de que o álbum fazia referência a extrema direita, com citações de Nietzsche (o álbum inteiro foi inspirado na filosofia de Nietzsche, especialmente Assim Falou Zarathustra) e o busto de Mussolini apresentado na colagem da capa, ou seja, uma tremenda besteira. Somente posteriormente, com a re-ascenção do rock progressivo no mundo e a globalizçação que o álbum teve o seu devido crédito, que inclusive rendeu o retorno da banda no final de 1999 (a banda durou apenas 3 anos, entre 71 e 74, antes de retornar).

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Banda: The Parlour Band
Álbum: Is a Friend?
Gênero(s)Psychodelic/Space Rock
Ano: 1972
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Dependência da Coroa Britânica. The Parlour Band ficou mais conhecida nos anos 70 no Reino Unido como A Band Called O, ou The O Band, mais orientada ao rock americano da mesma época. Entretanto, em sua primeira incarnação, apesar das tendências a música mainstream da época, a banda chegou a lançar um primeiro disco que mama nas influências do Proto Prog como Deep Purple e Beatles, além do inicio da carreira do Pink Floyd. Mais uma vez, um álbum mais do mesmo e datado, o que não significa que ruim. É um álbum para quem gosta deste nicho da época.

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Banda: Popečitelji
Álbum: Horizonti
Gênero(s)Post Rock/Math Rock
Ano: 2008
Idioma: Sérvio
Fonte: Spotify

Estado independente reconhecido por 109 membros das Nações Unidas. Bem mais puxado para o Math Rock do que para o Post Rock, a banda nasceu da experimentação extrema dos irmãos Sasa e Goran Furunovic com noise, ambient, folk, funk e hardcore, e no final das contas, tudo isso se somou ao “groove” criado pela banda. São composições rápidas, animadas e definitivamente com influências fortissimas em linhas de baixo do funk americano. Coloquei como idioma Sérvio apesar de que 90% das faixas são instrumentais. Ainda sim há um resquicio de palavras que brotam baixinho no meio da pancadaria dos caras. A banda está na ativa desde 94 apesar de seu primeiro álbum ter saido apenas 10 anos depois.

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Banda: Holy Lamb
Álbum: Gyrosophy
Gênero(s): Symphonic Prog
Ano: 2015
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Com influências no Neo-Prog e no Eclectic Prog, não chega a ser extremamente expressivo ou inovador, mas contempla bons trechos modernos somados ao tradicional prog sinfônico. O vocal é um dos pontos fortes, bem afinado e bem moldado ao redor do instrumental, que contempla mesclas de Yes, Dream Theater e Marillion, compondo um som interessante e agradável.

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Banda: Elis
Álbum: Dark Clouds in a Perfect Sky
Gênero(s): Progressive Metal, Gothic Metal
Ano: 2004
Idioma: Inglês, Alemão
Fonte: Spotify

Para os fãs de algo mais gótico, temos o som bilingue da banda Elis. O ponto forte deste álbum, e um ponto de tristeza também, são os vocais melancólicos de Sabine Dünser, ex-líder e fundadora da banda. O instrumental em si não chega a ser inovador, entretanto somado ao vocal, principalmente nas faixas cantadas em alemão, trás um ar superior, uma beleza melancólica e etérea. Infelizmente, próximo ao lançamento do terceiro álbum da banda, Griefshire (2006), Sabine faleceu devido a uma hemorragia cerebral, e a banda jamais foi a mesma coisa.

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Banda: The Skys
Álbum: Journey Through the Skies
Gênero(s)Crossover Prog
Ano: 2015
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Um Crossover Prog que equilibra entre um som moderno, quase um Neo-Prog do Marillion já no auge dos anos 90, com elementos do Psychodelic/Space Rock setentista. A principal característica de seu som é a dualidade dos vocal masculino grave de Jonas Čiurlionis com os vocal feminino doce de Božena Buinicka, além do instrumental equilibrado, com participações especiais de inumeros músicos do mundo do Prog, como Dave Kilminster (Roger Waters, Steven Wilson), John Young (ex-Scorpions), Snake Davis (Eurythmics, P.McCartney, Ray Charles, James Brown, etc.) e Robert Townsend (Steve Hackett). Por este motivo, há uma soma de influências diferenciadas que são acrescidas ao som do quarteto que forma a banda originalmente. Em seu país de origem a banda detem diversos prêmios e certa notoriedade. Vale a pena conferir.

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Banda: No Name
Álbum: 4
Gênero(s)Neo-Prog
Ano: 2006
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Para os fãs do Neo-Prog “raiz”, a banda No Name com certeza é uma ótima pedida. A banda segue os sons de teclado e estruturas do Neo-Prog tradicional, com uma carreira que durou de 1988 a 2011, ano no qual a banda encerrou suas atividades para depois alguns de seus membros retornarem como TNNE (The No Name Experience). Apesar de ter suas influências de bandas como Marillion bem notáveis em seu som, não é uma mera cópia, como em outros casos que já me deparei. Um ponto que me chamou a atenção é a semelhança da linha vocal da banda com os britânicos do Depeche Mode (que no caso é uma banda de um gênero totalmente diferente, mas que me agrada bastante).

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Banda: Vlatko Stefanovski & Miroslav Tadić
Álbum: Krushevo
Gênero(s): Prog Folk
Ano: 1999
Idioma: Instrumental
Fonte: Youtube

Dueto de violões idealizado por Vlatko Stefanovski, macedônio especializado em jazz fusion étnico. É um tanto quanto belo, e uma ótima pedida aos amantes de álbuns acústicos. Não há muito o que descrever sobre o som, além de influências barrocas e étnicas.

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Banda: Different Strings
Álbum: The Sounds of Silence Part I: The Counterparts
Gênero(s): Neo-Prog
Ano: 2011
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Different Strings é um projeto do multi-instrumentista Chris Mallia, regado de influências como Rush e Dream Theater principalmente, apesar de sua tendência instrumental para o Neo-Prog. Confesso que achei a qualidade da gravação um pouco amadora, mas a qualidade das composições é interessante, principalmente no que diz respeito ao controle que Chris teve na instrumentação ao redor de sintetizadores, o que esconde o fato de que alguns instrumentos acredito eu serem virtuais. O vocal não me agradou muito, talvez seja o motivo que me traga esse ar amador do álbum. Algumas faixas vocais parecem estar fora de sincronia com o tempo da música e outras gravadas em um estúdio caseiro. De qualquer forma, o som da banda é legal e pretendo conferir a segunda parte do álbum, lançada em 2015.

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Banda: Rubycone
Álbum: Pictures For Susceptible Housewives
Gênero(s)Progressive Metal, Experimental/Post Rock
Ano: 2009
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Um bom material instrumental com cara que faltou um vocal. Esta foi uma das minhas principais impressões do Rubycone. Há influências de Djent no som das guitarras, entretanto a estrutura da música ainda não chega a ser um Tech/Extreme Prog Metal, puxado bem mais para o metal progressivo. O tom e o emprego de certos trechos mais ambient levam o rótulo a ser estendido, somado aos demais elementos, a um Experimental/Post Rock. Alguns momentos lembram Tool, enquanto outros lembram a instrumentação de bandas como Messhugah e Periphery. Só realmente tive essa sensação de que faltou um vocal. Sei que um material posterior a este álbum da banda, Fish-Horse, não é completamente instrumental, talvez me agrade ainda mais.

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Banda: Edhels
Álbum: Saltimbanques
Gênero(s)Neo-Prog
Ano: 2003
Idioma: Instrumental
Fonte: Bandcamp

Saltimbanques é o último lançado da banda oitentista Edhels, do rico principado de Monaco. Aparentemente a banda em si possui um vocalista, mas especificamente este álbum é totalmente instrumental. Uma soma dos sons dos anos 90 do King Crimson com um pouco do Neo-Prog de IQ/Marillion e até algumas texturas mais usadas em trilhas sonoras fazem as influências deste álbum. São composições agradáveis, sem muito peso e destaque, mais ainda sim merecedoras de menção. Destaque para a faixa Avignon, onde influências mais clássicas, jazz fusion e os anos 90 do King Crimson estão totalmente presentes. Curioso mencionar que há um trecho de Avignon que é exatamente semelhante a um trecho da música Meltdown do King Crimson, uma composição posterior ao álbum do Edhels.

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Banda: Solid Ground
Álbum: Open Silence
Gênero(s)Crossover Prog
Ano: 2013
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Um belíssimo Crossover Prog com jeito de blues rock, presença de trompete, órgão, e um peso chamado do Experimental/Post Rock e influências de Jazz fusion. O ponto principal que me atraiu neste álbum foi justamente a influência presente do blues por toda sua extensão. É uma banda relativamente recente, fundada em 2006, e por hora só conta com este lançamento. Não consegui encontrar muito sobre a banda, além de sua origem e que se mantém na ativa em seu país de origem.

Noruega norway-svg

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Banda: Pagan’s Mind
Álbum: God’s Equation
Gênero(s): Progressive Metal
Ano: 2007
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Tanto a Noruega quanto a Suécia são países extremamente frutíferos no que diz respeito ao rock progressivo, mas especificamente no caso da Noruega não tive dúvidas sobre minha escolha, já fundada de muitos anos anteriores a esta matéria. A banda Pagan’s Mind é uma pérola em minha família, a qual descobrimos em meados do lançamento do presente álbum, e apesar de um grande intervalo entre lançamentos, continuamos acompanhando desde então. A banda teve sua música inicialmente influenciada pelo filme Stargate, entretanto com o passar do tempo estas influencias foram sendo dissolvidas para temas muitas vezes interestelares mas de criação da própria banda. Com leads de teclado consistentes, um vocal invejável e faixas individuais que fluem através do álbum sem sair do todo, temos God’s Equation, um dos melhores álbuns que já ouvi na vida. Talvez a nostalgia me leve ao exagero, mas custo em diminuir os elogios em relação a banda e principalmente a este álbum. Além das faixas de autoria da banda, o álbum ainda conta com um cover da canção Hallo Spaceboy de David Bowie, em uma interpretação que não posso descrever com menos do que a palavra f*da.

País de Gales wales-svg

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Banda: Godsticks
Álbum: The Envisage Conundrum
Gênero(s): Crossover Prog, Progressive Metal
Ano: 2013
Idioma: Inglês
Fonte: Bandcamp

Crossover Prog com inclinações ao metal progressivo, bem orientado nas guitarras, mas com sons de teclado bem integrados no background da instrumentação. O vocal é bem melódico, as vezes melancólico, completando e equilibrando o restante da harmonia. A banda é bem recente, sendo que seu primeiro lançamento foi em 2009. O último álbum da banda foi lançado em 2016, e está na minha lista para escutar. Recomendo.

Polônia northern_ireland-svg

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Banda: Osada Vida
Álbum: The After-Effect
Gênero(s): Heavy Prog
Ano: 2014
Idioma: Inglês
Fonte: Outros

Conheço bastante do Prog na Polônia, por conta da porta de abertura que foi a banda Riverside, uma de minhas favoritas, então tive bastante dúvida em qual colocar aqui para representar o país. As principais características de seu som são: influências retiradas do Crossover Prog na estrutura de algumas de suas faixas, a influência de passagens de Jazz, especialmente no que diz respeito as partes de piano e o uso de sons de teclado que muitas vezes parecem ser 8 bits ou vindos de trilhas sonoras de jogos dos anos 90 como contraposto do peso moderno da banda. The After-Effect (2014) é o último álbum da banda até a data desta matéria, mais maduro e com certeza o marco entre uma mudança da influência do metal progressivo para o Crossover Prog. Destaque para a faixa No One Left to Blame.

Portugal portugal-svg

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Banda: Quarteto 1111
Álbum: Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos pessoas vivas
Gênero(s): Eclectic Prog
Ano: 1975
Idioma: Português (PT)
Fonte: Youtube

Quarteto 1111 foi uma das bandas mais influentes do Prog em Portugal, assinada pelo português José Cid, um dos músicos mais premiados no país, que em sua extensa carreira possui 25 discos de Prata, 8 de Ouro (2 duplos) e 3 discos de Platina. Posso citar como sua principal influência a banda Moody Blues, apesar de que este álbum é incluinado a influências do progressivo sinfônico. Ouvi um pouco de outros álbuns da banda e é possível perceber que há uma mudança de subgênero frequente de um álbum para o outro. Neste álbum há presença de um mellotron e harmonia bem datados, que muda de trecho a trecho de algo mais melancólico e acustico para um progressivo mais intenso a la Yes, mas por mais que eu tente, o português de Portugal não me agrada, e é um ponto que tentei ignorar e não consegui neste álbum. Por fim, o álbum tem uma ideia conceitual, baseada no poema Cantamos Pessoas Vivas de José Jorge Letria.

Republica Checa czech_republic-svg

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Banda: Modrý Efekt & Radim Hladík
Álbum: Modrý Efekt & Radim Hladík
Gênero(s)Jazz Rock/Fusion
Ano: 2012
Idioma: Instrumental
Fonte: Youtube

Pelo que entendi, a banda Modrý Efekt já teve uma série de nomes ao longo dos anos, e para este álbum, vamos de Modrý Efekt & Radim Hladík. Pelo que pude pesquisar, a banda não necessariamente é sempre instrumental, mas este, seu álbum mais aclamado, é. Boa parte do instrumental lembra o álbum do Pink Floyd The Dark Side of the Moon (1973) e possui influências notáveis do próprio Pink e de outras grandes bandas do prog como King Crimson. A única coisa que não entendi apesar de ter procurado em várias fontes em tcheco é porque raios o nome da banda está como Modrý Efekt & Radim Hladík sendo que nesta época Radim Hladík já fazia parte da banda e pelo que li, ele era o único membro atual da banda que integrou uma formação anterior ao hiato que durou entre 90 e 2004. Infelizmente Radim Hladík faleceu no dia 4 de Dezembro de 2016, época na qual eu escrevia essa resenha.

Romênia romania-svg

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Banda: Celelalte Cuvinte
Álbum: Celelalte Cuvinte
Gênero(s): Heavy Prog
Ano: 1987
Idioma: Romeno
Fonte: Youtube

Celalalte Cuvinte é uma banda com uma carreira bem estranha. As somas de gênero vão de um heavy metal progressivo a um heavy prog, passando por um doom metal e terminando no rock alternativo, sendo seu álbum mais conhecido, Armaghedon (1994), não necessariamente é tão puxado para o prog. Sobre o seu álbum mais aclamado no Prog, temos o presente homônimo, que tem como principal influência a sonoridade da banda Rush, principalmente dos álbuns dos anos 80 em diante, porém ainda sim carregando já a influência do heavy metal estilo Iron Maiden em suas passagens. É uma combinação interessante, vale a pena conferir.

Rússia russia-svg

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Banda: Вежливый отказ (algo como Polite Refusal)
Álbum: Гуси-лебеди (algo como Geese and Swans)
Gênero(s)RIO/Avant Prog
Ano: 2010
Idioma: Russo
Fonte: Outros

Ainda tenho receio de procurar outros álbuns desta banda, pois paguei a língua ao ver o termo RIO/Avant Prog como seu gênero e quase te-lo descartado e desejo profundamente que os outros álbuns da banda sejam tão insanamente bons quanto este. Insisti mais por conta da capa do que pela banda em si, e depois do auxilio de meu camarada do blog RockEmBalboa, eis que pude ouvir esta pérola. A combinação de trechos de marcha, um piano as vezes dissonante, as vezes belíssimo e os acordes e solos no trompete descrevem a estranheza e beleza do som que encontrei. Sim, trompete, como um dos instrumentos principais, tanto quanto o vocal em frases longas e assustadoras. Fiquei impressionado, e talvez dos novos álbuns que ouvi para esta longa matéria, este tenha sido o melhor. “Geese and Swans” é o último álbum lançado da banda, em uma carreira com data de inicio anterior a 85. Por hora quero diminuir minhas expectativas sobre os demais álbuns da banda, pois tenho receio de não encontrar nada parecido. Destaque para a quarta faixa, перевод (algo como Translation em inglês).

Bônus: Sibéria (Rússia) russia-svg

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Banda: Kamlath
Álbum: Stronger Than Frost
Gênero(s): Progressive Metal, Gothic Metal
Ano: 2010
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Será que o gelo da Sibéria é suficiente para suprimir o calor da música? Não, e das diversas respostas tenho, aqui a banda Kamlath, uma mistura de metal progressivo com o metal gótico depressivo com diversas semelhanças com a banda Katatonia. O vocal é melancólico, grave e gótico, acompanhado por um instrumental obscuro. O álbum evoca as paisagens gélidas e o orgulho de seus habitantes com sua cultura gélida, em sete faixas consistentes que também se destacam por si só. Como curiosidade, a banda vem da cidade de Krasnoyarsk, com temperaturas médias no verão de 20 graus e no inverno de -20.

San Marino san_marino-svg

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Banda: Miodio
Álbum: Avantgard
Gênero(s):  Pop/Rock
Ano: 2010
Idioma: Inglês, Italiano
Fonte: Spotify

Uma das quatro bandas que menciono no inicio do artigo não relacionadas ao Prog, Miodio foi uma apelação que fiz ao festival Eurovision, para o qual não gosto de apelar. Para quem não conhece, o Eurovision é um festival que reúne representantes de todos os países da Europa em uma competição musical. A maioria de seus participantes aposta num pop/rock, até por conta de exigências de canções com curta duração. A sétima música do presente disco, Complice, foi a faixa escolhida para representar San Marino na competição. O som do synth-pop soma a guitarras e instrumentação de um rock alternativo, com um vocal que alterna entre os idiomas inglês e italiano. Alguns momentos noto influência de bandas como Depeche Mode e Pet Shop Boys, mas nada que chegue aos pés de ambos. É um álbum que não se destaca, porém pode agradar aos fãs de ritmos mais mainstream.

 

Sérvia serbia-svg

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Banda: Tako
Álbum: Tako
Gênero(s): Psychodelic/Space Rock
Ano: 1978
Idioma: Sérvio
Fonte: Youtube

Um álbum original da finada Iugoslávia, parte onde hoje é a Sérvia, temos a banda de curta duração Tako. Apesar de um som interessante, psicodélico com elementos de prog sinfônico e jazz, leads de teclado interessantes e faixas com destaque, a banda lançou apenas dois álbuns no período em que esteve ativa, entre 74 e 81. Um membro foi diagnosticado com artrite, outro saiu por conta do alistamento no exército, e por fim a banda foi atingida pelos anos 80 e a onda do New Wave/Synth Pop na Europa. Uma infelicidade, pois há elementos únicos neste álbum, como um solo de gaita na faixa Sinteza, além da presença da harpa do tecladista e vocalista da banda. Quero dizer um dos vocalistas, pois três dos membros cantam no álbum. Tako em si é bem variado e tão interessante a ponto de que por algum motivo em 96 foi lançado no Brasil em CD.

Suécia sweden-svg

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Banda: Edge of Sanity
Álbum: Crimson
Gênero(s): Tech/Extreme Prog Metal
Ano: 1996
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Pais de dezenas de bandas insanas que poderia citar, foi difícil minha escolha, portanto acabei optando pela mais inusitada que eu poderia mencionar. Desde seu primeiro acorde o álbum Crimson de uma única faixa de quase 40 minutos mostra o quão progressivo e variado é. Junto com a banda Opeth, que segue em uma carreira ascendente, Edge of Sanity é uma das bandas citadas como originárias da fusão entre o black metal e o death metal com elementos do Prog. Liderada pelo sueco Dan Swanö, um dos maiores produtores e multi-instrumentistas do país (pelo menos 50 bandas estão listadas em sua carreira, dentre elas o supergrupo Bloodbath, Evergrey, Ghost, Katatonia, MyGrain e Therion), o álbum Crimson é o álbum mais brutal e melódico da banda, conceitual sobre um futuro onde a humanidade está fadada à extinção pela infertilidade. Descrever Crimson sonoramente é descrever tudo o que Dan Swanö representa, ou seja, guitarras que se assemelham ao do gigante Death, além de um vocal insanamente variado, que inclui passagens guturais, melódicas graves e agudas, vocais rasgados, góticos e tudo mais o que se pode incluir num vocalista tão plural quanto Dan. Apesar de uma música de 40 minutos, o álbum em si flui, com a adição de diversos elementos como piano e violino dentre os instrumentos. O vocalista e líder do Opeth Mikael Åkerfeldt toca guitarra e canta também no álbum. Vale a pena mencionar que Dan além de multi-instrumentista é engenheiro de áudio, masterização e mixação, produtor, faz café e dá pirueta, e apesar de ser canhoto, toca guitarras de destro sem inverter as cordas. Como ele faz isso é uma boa pergunta, pois a posição dos acordes muda totalmente. Vai entender.

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Banda: Circus
Álbum: Movin’ On
Gênero(s): Eclectic Prog
Ano: 1977
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Banda que possui como influências King Crimson e Van Der Graaf Generator, mas que possui uma formação tão curiosa e inusitada para o gênero que trás um som totalmente original. Temos um vocalista principal, que toca violão e um saxofone tenor, um flautista que toca saxofone alto e tamborim, um baixista cheio de pedais e efeitos que também toca um violão de 12 cordas e por fim um percussionista e baterista. Sim, não temos guitarra, não temos teclados, mas que não fazem falta e são substituídos pelos efeitos e maestria dos músicos. Uma pena que a banda mal passou dos anos 80, com apenas 3 álbuns. O vocal lembra a parte boa do Van Der Graaf Generator, e tem dois backing vocals como suporte. Enfim, é um álbum diferente, aventureiro e simplesmente sensacional.

Svalbard norway-svg

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Banda: Rive
Álbum: Sorg
Gênero(s): Tech/Extreme Prog Metal, Depressive Black Metal
Ano: 2016
Idioma: Inglês
Fonte: Bandcamp

Território especial pertencente à Noruega. Vou me limitar a dizer que é uma banda recente, e que metade das partes vocais consistem de “Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr”, literalmente, com guitarras distorcidas em notas longas e graves. Há quem goste.

Transnístria transnistria-svg

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Banda: ExNN
Álbum: Внутри (Inside)
Gênero(s): Indie Rock
Ano: 2008
Idioma: Russo
Fonte: Outros

Estado de Moldova não reconhecido pelas Nações Unidas. A sonoridade lembra levemente outra já citada aqui nesta matéria, a banda Elis, de Luxemburgo, mas com toques de Evanescence e Nightwish misturado. A vocalização do russo  cantado trás uma atmosfera obscura, as vezes com tendências ao etéreo do árabe, assim como a instrumentação. O nome da banda vem do provérbio em latim Ex Nihilo Nihil Fit, que significa “nada surge do nada”. A banda que começou em 1999 tem apenas dois álbuns, lançados entre 2006 e 2008. Depois disso não encontrei mais nada sobre a banda, além da barreira do idioma que me dificultou as pesquisas.

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Banda: Sunchild
Álbum: The Gnomon
Gênero(s): Crossover Prog, Neo-Prog
Ano: 2008
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Sunchild é apenas um dos três grandes projetos (além de outros menores) do músico ucraniano Antony Kalugin, o principal expoente do Prog no país até hoje. Apesar de, no álbum, Antony cantar, tocar violão e fazer toda a composição e toda a parte dos teclados, o músico convidou 17 músicos para compor faixas que incluem diferentes outros vocalistas, guitarras, metais (clarinete, trompete, trombone, saxofone…) , violoncelo, e até mesmo instrumentos etnicos como o bayan, uma espécie de acordeão, numa mistura de Crossover Prog com sonoridade de Neo-Prog. Acho que pela quantidade de músicos e instrumentos, dá para ter uma noção da quantidade de entradas sonoras e camadas que o álbum apresenta, rodeando os teclados de Antony. The Gnomon é apenas o primeiro dos seis álbuns do projeto. Além do Sunchild, o músico encabeça as bandas Hoggwash, uma mistura de Psychodelic/Space Rock com Canterbury Scene e Symphonic Prog e Karfagen, mais puxado para o Symphonic puro.

Vaticano vatican_city-svg

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Banda: Pope Francis
Álbum: Wake Up!
Gênero(s): Symphonic Prog
Ano: 2015
Idioma: Italiano, Espanhol, Português, Inglês, Latin
Fonte: Youtube

Por fim, nem o Vaticano escapou do Prog, com o papa mito Francisco. O álbum mescla passagens de prog sinfônico com discursos do papa em diferentes idiomas, coros católicos e entradas de camas de diversos músicos. Vale lembrar que outros papas já lançaram álbuns de música, mas Francisco é o primeiro a colocar o Prog no rol do Vaticano.


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Região autônoma da Finlândia. Encontrei apenas uma banda, chamada Skrå, de música folk, em nada mais do que meia dúzia de vídeos no Youtube. Dois violinos fazem as “vozes”, acompanhados de um violão, uma bateria e uma percussão, e seu som dançante e alegre lembra um pouco algumas músicas folk que ouvi da Escandinávia.

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Território não habitado, de posse da Noruega.

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Um pensamento sobre “O Prog e a música ao redor do mundo – Parte 2: Europa

  1. Pingback: Diário de Bordo Especial – O Prog e a música ao redor do mundo: Introdução | Gustavo Lopes - Blog do Gusta

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