Musicalizando

O Prog e a música ao redor do mundo – Parte 1: América

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Começando a primeira parte de cinco desta enorme matéria que elenca o Prog e a música ao redor do mundo, temos a América como uma. Como já está enorme, não vou me alongar mais do que esta introdução, e caso não saiba exatamente do que este projeto se trata, consulte este link. É possível que em alguns momentos eu soe repetitivo caso você leia o artigo em sua completude, mas já me adianto em me desculpar pois realmente eu apenas quis tecer alguns comentários principalmente por referência pessoal futura. Esta é uma matéria pra você colocar nos favoritos e ir degustando com o tempo, mas não demore muito, pois nas próximas 4 semanas lançarei as outras 4 partes!


Anguilla anguilla-svg

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Banda: Bankie Banx
Álbum: Chariots of Steel
Gênero(s): Soul, Reggae
Ano: 2010
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Anguilla: Território pertencente ao Reino Unido. Já começando a matéria com um som não-Prog, acabei-me impressionado com a qualidade desta soma de Soul, Reggae e outras influências diferenciadas criada por Bankie Banx. Não sou fã de Soul e menos ainda de Reggae, mas a combinação neste álbum é interessante e por vezes deveras agradável e relaxante. Destaque para a canção Big Chief, o single do álbum, que se aproveita de uma combinação de instrumentos “tradicionais” como violão e baixo com percussão e flauta para ambientar um som que evoca a paisagem da ilha de origem de Banx. O álbum é um pouco repetitivo, mas entre os Reggaes que ouvi, este foi de longe o único que me agradou. Como curiosidade, lá fora Bankie Banx é conhecido como o “Bob Dylan de Anguilla”, com o qual inclusive já tocou ao lado.

Antigua e Barbuda antigua_and_barbuda-svg

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Banda: Roland Prince
Álbum: Free Spirit
Gênero(s): Jazz Rock/Fusion
Ano: 1977
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Um Jazz Rock/Fusion cheio de improvisação, mas nada muito diferente do que o gênero oferece. Bem mais puxado para o Jazz Fusion do que para o Rock, o álbum conta com cinco faixas que não são lentas mas tem um teor tranquilo. Uma boa pedida pra quem gosta de Jazz. Interessante mencionar que boa parte dos álbuns de Roland Prince, seja solo ou em conjunto com outros artistas, foram lançados na década de 70. Infelizmente Roland Prince faleceu em 2016, aos 69 anos.

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Banda: Bubu
Álbum: Anabelas
Gênero(s): Eclectic Prog
Ano: 1978
Idioma: Espanhol
Fonte: Youtube

Um Eclectic Prog que procura no jazz e nas estruturas de música clássica, até um pouco no Symphonic Prog, influências para criar um som extensivo que usava um lado inteiro do LP como uma música só. A instrumentação de flauta e os acordes dissonantes lembram bastante King Crimson, mais especificamente o álbum Lizard (1970). Uma curiosidade é que a banda tem apenas este lançamento e se desfez no mesmo ano, entretanto, o líder e compositor da banda, Daniel Andreoli, resolveu ressuscitar a banda em 2016, com um single, Resplandor, que vale a pena ser conferido também.

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Banda: The Isle Project
Álbum: The Beyond
Gênero(s): Progressive Metal
Ano: 2015
Idioma: Instrumental
Fonte: Bandcamp

Aruba: País constituinte do Reino dos Países Baixos (Holanda). Um álbum e projeto moderno, que mistura influências de Djent e Glitch metal (uma fusão da música eletrônica com metal no sentido instrumental, nas distorções, sons binários…) para criar uma instrumentação que chega a lembrar trilhas de jogos de videogame dos anos 90. Não o inseri como Tech/Extreme Prog Metal pois apesar de ser um álbum um tanto quanto intenso e abusar do Djent, ainda sim ele pende bem mais para a instrumentação do Progressive Metal, mas foi uma opção minha, que pode ser obviamente contestada. Todos os instrumentos neste álbum são virtuais, o que em alguns momentos chega a enganar. De qualquer forma, um álbum ótimo.

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Banda: Exuma
Álbum: Exuma
Gênero(s): Folk, Psychodelic Folk, Caribbean Music
Ano: 1970
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Uma mistura bem interessante do Folk psicodélico com influências pesadas da música tradicional caribenha, a banda usa e abusa do uso de camadas sonoras que se são inseridas aos poucos enquanto se sobrepõe. Tambores, apitos e outros instrumentos mais rústicos são usados para criar um som étnico bem interessante, enquanto o vocal e alguns trechos mais usuais do rock estão inseridos neste meio. A banda Exuma é uma criação do músico Macfarlane Gregory Anthony Mackey, falecido em 97, aos 54 anos.

Barbados barbados-svg

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Banda: Luv Machine
Álbum: Luv Machine
Gênero(s): Psychodelic Rock, Hard Rock
Ano: 1971
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Assim como dezenas de bandas de rock psicodélico da época, o Luv Machine é um som que segue a linha do que estava em alta, com vocais e guitarras com eco, distorções malucas e o strumming frequente. Em alguns momentos é possível identificar uma sonoridade que futuramente viria a se solidificar como o hard rock que conhecemos hoje. Apesar de ser original de Barbados, a banda influenciada por Jimmy Hendrix e Creedence Clearwater Revival foi tentar a fama no Reino Unido em 68. Entretanto, pouco antes do lançamento de seu álbum, a banda se separou.

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Banda: Hanal Pixan
Álbum: In Lu’umil Belice
Gênero(s): Tech/Extreme Prog Metal, Melodic Black Metal, Folk Metal
Ano: 2015
Idioma: Espanhol, Maia
Fonte: Bandcamp

A proposta da banda é um tanto quanto interessante, exaltando a cultura Maia em suas letras, pelo menos é o que dizem, já que não entendo o idioma maia. Hanal Pixan significa “Comida da alma” em maia, e é um banquete oferecido aos mortos no dia 2 de Novembro pelos povos que ainda celebram a cultura maia, especialmente na península de Yucatan. Agora, falando da qualidade da gravação, não chega a ser tão interessante quanto o tema. Muitos instrumentos são artificiais (provavelmente computadorizados) com baixa qualidade, além de que a montagem das músicas geralmente é estranha. Talvez fãs de black metal podem se identificar mais com o álbum, mas ainda sim, acho que o fato de ser artificial demais atrapalha.

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Banda: Alan Silva
Álbum: Skillfulness
Gênero(s): Free Jazz
Ano: 1969
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Bermuda: Território pertencente ao Reino Unido. O conceito free jazz avant bagunça é elevado ao extremo neste álbum, algo com o qual Alan Silva trabalhou em sua carreira por toda vida, tanto solo como com músicos do avant-jazz como Sun Ra. Eu já ouvi coisas dissonantes, estranhas, bizarras, mas este álbum foi uma das mais insuportáveis que já passou em minha playlist. Ouça por sua conta em risco.

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Banda: Climax
Álbum: Gusano Mecánico
Gênero(s): Heavy Prog
Ano: 1974
Idioma: Espanhol
Fonte: Youtube

Uma possível banda pérola de apenas um álbum, infelizmente. Boa parte das músicas é instrumental, praticamente uma improvisação com bastante percussão e guitarra. Alguns trechos chegam a lembrar as experimentações feitas pelo Rush (uma das bandas que melhor representam o gênero Heavy Prog) no inicio da carreira, e o elemento psicodélico que já vem da capa do disco até seus últimos acordes é um tanto quanto interessante.

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Banda: William Anthony
Álbum: Music from Bonaire
Gênero(s): Folk, Pop
Ano: 1998
Idioma: Papiamento, Holandês, Espanhol
Fonte: Bandcamp

Bonaire: Municipalidade especial do Reino dos Países Baixos (Holanda). Um álbum tranquilo e dançante na medida do possível, que não acrescenta muita coisa além de estar em três idiomas. São músicas populares folk atualizadas em um ritmo mais moderno. Não há muito o que falar aqui além disso.

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Banda: Dynahead
Álbum: Chordata II
Gênero(s): Progressive Metal
Ano: 2014
Idioma: Inglês, Português
Fonte: Spotify

Sem dúvida uma das melhores pedidas desta matéria. Pensei em colocar algo diferente do que já havia colocado na matéria do Metal BR, mas, mais uma vez, o Dynahead em si é incrível, e os álbuns Chordata possuem uma riqueza sonora difícil de superar se comparado com tudo o que consegui ouvir do cenário progressivo aqui no Brasil. Para saber mais, veja esta matéria sobre o Metal e o Rock BR.

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Banda: Sound of Contact
Álbum: Dimensionaut
Gênero(s): Crossover Prog, Neo-Prog
Ano: 2013
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Apesar de ser a terra do grandioso Rush, resolvi colocar uma indicação diferente do usual. Sound of Contact é uma banda de Crossover Prog/Neo-Prog liderada por Simon Collins, filho de Phil Collins, o membro polêmico do Genesis. Diferente do pai e da época da banda ex-liderada por Peter Gabriel, Simon Collins segue uma linha mais moderna porém bem mais embasada no Prog. Aqui temos também a participação nas guitarras por John Wesley, o eterno quinto integrante do Porcupine Tree e um dos nomes que tem crescido no rock progressivo atual. Apesar de conter estruturas mais usuais do Crossover Prog, a instrumentação empresta elementos do Neo-Prog, criando um som com complexidade variada, com faixas que podem agradar os ouvidos mais pendentes à música popular contemporânea e também os “Proggeiros” que apreciam faixas titânicas de 20 minutos.

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Banda: Los Jaivas
Álbum: Alturas de Machu Picchu
Gênero(s): Prog Folk
Ano: 1981
Idioma: Espanhol
Fonte: Spotify

Los Jaivas pode ser descrito como uma mistura de sons de flauta e instrumentos típicos das regiões dos Andes com sintetizadores modernos para a época e a sonoridade do rock progressivo. Há influências de ritmos andinos, jazz e fusion, mas sem criar um som extremamente complexo e inacessível. Muito pelo contrário, é um álbum muito agradável, um dos melhores do gênero Prog Folk, podendo ser equiparado a outros nomes do gênero como Jethro Tull. Valeu a pena para bem mais do que uma única audição e se possível, conferir o restante da discografia que conta com 12 álbuns de estúdio nos 53 anos de existência da banda. Sim, a banda foi formada em 1963 e continua na ativa, apesar de inúmeras mudanças em sua formação.

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Banda: Jaén Kief
Álbum: Las hadas no vuelan más II. El agua de frente
Gênero(s): Crossover Prog
Ano: 2008
Idioma: Espanhol
Fonte: Spotify

Apesar de ser a segunda parte de um álbum conceitual em duas partes, acabei por escolher a parte dois por estar melhor avaliada entre os ouvintes de Jaén Kief. Apesar de ser colocado como Crossover Prog, há influências do Prog Folk, bem de leve, em algumas instrumentações, e o Symphonic Prog na sonoridade. Não é um álbum que inova no som, mas possui uma qualidade de certa forma notável. É uma viagem para ser ouvida completa, e talvez até em conjunto com a primeira parte. São poucas partes vocais, e as que possuem são regidas por uma voz feminina, afinada e muito bela, ao que dá a entender, a voz de uma fada. Vale a pena mencionar que as composições que integram os dois álbuns levaram 8 anos para serem compostas, entre 1990 e 1998. A peça completa era uma apresentação ao vivo, e só foi gravada em disco pela primeira vez (parte 1) 5 anos depois de sua origem.

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Banda: Time’s Forgotten
Álbum: A Relative Moment of Peace
Gênero(s): Progressive Metal
Ano: 2006
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Possui uma instrumentação que lembra bastante Dream Theater e ainda mais a instrumentação dos primeiros álbuns solos do vocalista James Labrie. Possui algumas influências bem leves de sons étnicos no meio do metal proposto pela banda, que não inova, porém é um álbum interessante. A banda é bem conceituada e premiada em seu país, além de ter tocado em festivais ao lado de Jordan Rudess, Tony Levin e Focus. Este é seu primeiro disco, sendo que o último da banda, “The Book of Lost Words”, já segue uma proposta mais obscura se comparado sonoramente com este.

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Banda: Anima Mundi
Álbum: The Way
Gênero(s): Symphonic Prog
Ano: 2010
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Da terra do recém-falecido Fidel Castro, temos a banda Anima Mundi. Talvez por ter dificuldade com as estruturas sonoras do Symphonic Prog, eu não tenha curtido tanto este álbum. Me pareceu mais do mesmo, uma instrumentação batida por outras bandas do Symphonic Prog moderno como o Transatlantic, com teclados a la Jordan Rudess (Dream Theater), uma estrutura mais puxada para a música clássica e vocais comuns. Chega a pegar emprestado influências do metal progressivo moderno, mas ainda sim não chega a ser metal. Em sua biografia, a banda menciona que este álbum marca uma mudança no estilo da banda, tinha mais influências folk celtas e do Neo-Prog, para um Symphonic mais puro. Por este motivo, acredito que valha a pena conferir outros materiais da banda, quem sabe são mais interessantes que este.

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Banda:  Kris Berry
Álbum: Marbles
Gênero(s): Jazz, Pop
Ano: 2012
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Curaçao: Pais constituinte do Reino dos Países Baixos (Holanda). Pop não é lá o estilo que eu costumo me identificar, e este se manteve no padrão. Mesmo influenciado pelo jazz, a instrumentação serve apenas como apoio para a voz da cantora, que segue na linha das cantoras de jazz pop comuns. É agradável, mas nada de diferente aqui. Interessante talvez seja um pouco da história da cantora, que nascida em 1982, somente em 2010, aos 28 anos, resolveu largar o trabalho para se arriscar na carreira musical, algo que durante sua vida, segundo sua biografia, fugiu, até que em 2008, junto com uma banda de jazz a qual participava, fez sua primeira apresentação e desde então só se aprofundou no mundo da música, do qual somente era uma ouvinte.

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Banda: Julian Jay Savarin
Álbum: Waiters on the Dance
Gênero(s): Eclectic Prog
Ano: 1973
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Aqui rola uma divergência. Versões atuais do álbum recebem somente Julian Jay Savarin como crédito, e a data de lançamento diferente, o original como Julian’s Treatment aparentemente é de 1971. De qualquer forma, divergências a parte, o álbum soa como os álbuns de Ecletic Prog da época, neste caso com um pézinho (talvez um ou dois dedos) no rock psicodélico, portanto se você curte estes álbuns mais datados, assim como eu, é uma boa pedida. Sobre Julian Jay Savarin, além de organista e compositor, é autor de diversos livros de ficção que seguem a mesma pegada de suas letras, sendo seu último livro que encontrei lançado em 2006.

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Banda: Ovni
Álbum: Los Verdaderos Propósitos de Dios
Gênero(s): Neo-Prog
Ano: 2006
Idioma: Espanhol, Inglês
Fonte: Spotify

Álbum conceitual deveras interessante no que diz respeito a ideia filosóficas sobre a vida e a religião. Cantado meio a meio em Espanhol e Inglês, além de ter uma série de estilos misturados com o Neo-Prog, como Folk, Electronic e Jazz, é bem variado, talvez até demais. A banda se perde sem uma definição de direção e como o vocal não combina com alguns dos ritmos apresentados, faltou um pouquinho mais de sal pra chegar ao nível de um *Frost. Ainda sim, não fica no mais do mesmo que muitas bandas de outros países costumam ficar. A banda conta com mais 5 álbuns, em uma carreira que começou em 1978, mas sua primeira gravação está datada de 1995.

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Banda: Sal y Mileto
Álbum: Disko 0
Gênero(s): Experimental/Post Metal
Ano: 2001
Idioma: Espanhol
Fonte: Youtube

Um metal experimental, que funde elementos de jazz, blues, heavy metal e até punk rock, o som de Disko 0 é bem diferente, geralmente tendendo a ser mais agressivo pensando na totalidade do álbum. O vocal é bem diferente, declamado e revoltado quando necessário. A história por trás da banda é igualmente única em seu país, onde este estilo de Experimental/Post Metal é chamado de “Rock Libre Ecuatoriano”. Sal y Mileto foi a primeira banda do país a definir um estilo próprio e sair somente expressão musical para todo o envolto na teatralidade da obra. Sinceramente é um som que preciso ouvir bem mais vezes para poder discuti-lo com mais propriedade, então o que posso fazer por hora é recomenda-lo.

E.U.A united_states-svg

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Banda: Transatlantic
Álbum: Kaleidoscope
Gênero(s)Symphonic Prog
Ano: 2014
Idioma: Inglês
Fonte: Outros

Eleito o melhor álbum de Rock progressivo no ano em que foi lançado, pela premiação aqui já citada neste blog várias vezes, o Progressive Music Awards, sinceramente foi um dos álbuns mais fracos que ouvi dos músicos que a compõe. Não tenho conhecimento para dizer se tecnicamente é um álbum interessante, mas este e outros álbuns do Transatlantic nunca me agradaram. “Mas por que indica-lo aqui?” você pode se perguntar. Talvez agrade você, oras. Temos aqui Neal Morse (Spock’s Beard), Pete Trewavas (Marillion), Mike Portnoy (ex-Dream Theater) e Roine Stolt (The Flower Kings, Kaipa), ou seja, um puta supergrupo do Prog, se me permite dizer. Entretanto, para mim, não inova em nada, apenas os músicos juntam várias influências num Symphonic Prog sem sal. Ainda sim, como já disse aqui, eu não sou muito fã de Symphonic Prog, portanto, talvez aqui exista uma pérola que eu não consigo enxergar.

Bônus: Alaska (E.U.A) united_states-svg

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Banda: Portugal. The Man
Álbum: The Satanic Satanist
Gênero(s)Psychodelic/Space Rock
Ano: 2009
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Aqui temos um bônus, já que me interessei em ouvir pelo menos uma banda do Alaska. Seguindo uma linha mais indie, a banda de Psychodelic/Space Rock “Portugal. The Man” (sim, tem um ponto ai), segue uma pegada agradável, que com certeza é bem acessível apesar de nadar na psicodelia. Bastante efeito de coral nos vocais, guitarras mais sujas e sons etéreos compõe a estrutura popular usada pela banda. É possível perceber claramente as inclinações religiosas que a banda tem, cujos membros são assumidamente ateus e além de não fazerem questão de esconder, costumam criticar ou satirizar elementos religiosos em algumas de suas letras.

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Banda:  The Mighty Sparrow
Álbum: Hot and Sweet
Gênero(s): Calypso
Ano: 1974
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Não será o caso tanto desta parte da matéria, mas posteriormente e principalmente na África, muitos gêneros muito específicos serão abordados aqui no blog, inclusive gêneros (em sua maioria desconhecidos) que nada tem a ver com o Prog e o que o circunda. Este é o primeiro caso de um estilo diferente. Neste caso temos o estilo Calypso, originário de Trinidad e Tobago, com uma mistura de percussão dançante, as vezes étnica, somado ao metais e ao vocal carnavalesco compõe este ritmo. Slinger Francisco, ou Mighty Sparrow, é conhecido mundialmente como um dos expoentes do ritmo Calypso, sendo inúmeras vezes premiado neste nicho musical e contando com uma discografia com quase 60 álbuns de estúdio lançados entre 58 e 98, numa média de mais de um álbum por ano.

Groenlândia greenland-svg

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Banda: Ulo
Álbum: Sinnattoraangama Takusarpagit
Gênero(s): Psychodelic Rock
Ano: 1980
Idioma: Gronelandês
Fonte: Youtube

Groenlândia: Território autônomo pertencente à Dinamarca. Um álbum extremamente raro das terras gélidas do norte, a única menção interessante que posso fazer ao conjunto da obra é o idioma no qual é cantado, local da Groenlândia. Exceto pela faixa Amerloq, as demais não são nada mais do que o mesmo do rock psicodélico genérico dos anos 70/80. Recomendo pela curiosidade de ouvir o idioma local, se possível já na faixa Amerloq. Não confundir a banda Ulo com a gravadora ULO, a maior do país, responsável pelos lançamentos artísticos mais populares no território dinamarquês gélido.

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Banda:  Alain Jean-Marie
Álbum: Biguine Reflections II
Gênero(s): Jazz
Ano: 1996
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Guadalupe: Território pertencente à França. Jazz instrumental em trio pra quem gosta do estilo mais purista. Improvisações com o piano como instrumento principal de Alain Jean-Marie, o baixo e a bateria acompanham num som pelo menos agradável. A carreira do pianista, nascido em 1945, é bem extensa, com lançamentos de 1969 a 2005 até onde consegui consultar.

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Banda: Alux Nahual
Álbum: Alux Nahual
Gênero(s): Crossover Prog
Ano: 1981
Idioma: Espanhol
Fonte: Youtube

O único álbum da banda que pode ser considerado de certa forma Prog. Pegando o começo dos anos 80, a banda tem bastante influência no rock/pop e hard rock da época, tanto que os discos que se seguem são praticamente mais do mesmo do pop/rock. Não que este não seja mais do mesmo também. Já em seu país de origem a banda tem uma representação considerável principalmente por conta dos temas de paz proclamados nas letras da banda, além de sua extensa carreira que teve um pequeno hiato e confusão entre 99 e 2005, mas continua na ativa.

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Banda: Richard Bailey
Álbum: Fire Dance
Gênero(s): Jazz Rock/Fusion
Ano: 1989
Idioma: Instrumental
Fonte: Youtube

Puxando bem mais para o Fusion do que para o Jazz Rock, temos aqui um álbum improvisado do baterista de jazz Richard Bailey, da Guiana. Fãs de Jazz mais purista podem falar mais sobre álbum, pois para mim, continua na mesma do virtuosismo destes monstros da música que as vezes pecam um pouco na “emoção” e na inovação.

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Banda:  Henri Salvador
Álbum: Chambre Avec Vue
Gênero(s): Smooth Jazz, Chanson, Bossa Nova
Ano: 2000
Idioma: Francês
Fonte: Spotify

Guiana Francesa: Território pertencente à França. Bom, de Bossa Nova o Brasil está cheio de caras bons, e como eu não manjo de francês, o gênero Chanson para o qual este pertence acaba não me fazendo sentido. Basicamente Chanson é um gênero de música francês para o qual a qualidade da letra é essencial, e o instrumental seguir a poética e a musicalidade do vocal como um suplemento. É doce demais para o que eu costumo ouvir. Como curiosidade, Henri Salvador não só gostava bastante da bossa nova, mas também viveu aqui no Brasil durante um tempo em Copacabana e inclusive foi citado na década de 70 por Caetano Veloso na canção Reconvexo, onde diz “Quem não sentiu o swing de Henri Salvador?”. Henri morreu aos 90 anos em 2008 vítima de um aneurisma.

Haiti haiti-svg

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Banda: Vertø
Álbum: Krig/Volubilis
Gênero(s)RIO/Avant-Prog
Ano: 1976
Idioma: Instrumental
Fonte: Youtube

Se você leu minha matéria sobre o que é o Prog e suas vertentes, sabe o que eu acho sobre o gênero, mas se não leu, especificamente sobre o termo Avant, eu tenho certo preconceito quando falo sobre. Por que quando tem Avant no nome, salvo raríssimas exceções, é bagunça. Aqui temos uma bagunça acima da média. É instrumental, lembra um pouco trilhas de filme de terror em alguns momentos, é um ótimo background para leituras no mesmo gênero sinistro. Fora isso, acho que dificilmente voltarei a ouvir. A bagunça é grande, apesar de estar minimamente organizada pelo menos.

Honduras honduras-svg

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Banda: Volumen
Álbum: MEdES: Mundo excitante de experiencias sexuales
Gênero(s): Art Rock
Ano: 2012
Idioma: Espanhol
Fonte: Youtube

Um rockzinho mais pop do que art. Vale ressaltar que esta não é a capa original do álbum e que não encontrei muita coisa oficial sobre a banda. Sobre o som, é mais agradável do que pesado, um rock bem comum, acaba enjoando se ouvido demais, pelo menos comigo.

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Banda:  Suckerbox
Álbum: Soon Come
Gênero(s): Pop Punk
Ano: 2011
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Ilhas Cayman: Território pertencente ao Reino Unido. Pra uma ilha que rola um dinheiro absurdo, temos um álbum aquém minhas expectativas. É mais do mesmo do estilo, mas numa produção mais fraca, sem nada pra brilhar, como em casos que incorporam o punk no som, como o caso de Sal y Mileto citado aqui.

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Banda: Casador
Álbum: The Puritans
Gênero(s): Post Rock/Math Rock
Ano: 2008
Idioma: Inglês
Fonte: Outros

Ilhas Falkland: Território pertencente ao Reino Unido. Um dos álbuns que mais tive dificuldade de encontrar, e nem é realmente um álbum completo e sim um EP, do músico Alessandro Raina. Pelo que entendi, o músico, que aparentemente hoje está na Itália, tinha diversos projetos, muito material divulgado na Internet, entretanto, por algo que aconteceu na Itália em meados de 2010, tudo foi removido do ar e se não fosse por meus contatos obscuros, não o teria conseguido. O som em si é interessante, apesar de bem paradão. Lembra bastante o som de outra banda que ouvi para esta matéria, mas acabei tirando fora, Sigur Rós, da Islândia. Bem melancólico, quase depressivo, mas não emo, por favor.

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Banda: Vanessa Daou
Álbum: Zipless
Gênero(s): Acid Jazz
Ano: 1995
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Ilhas Virgens Americanas: Território pertencente aos Estados Unidos da América. Das duas opções que eu tinha deste território, esta foi a que mais me agradou. Em alguns momentos consigo ouvir até mesmo uma influência de Depeche Mode ou bandas de J-Blues, ou seria o contrário, mas é um som bem consistente, com um teclado bem interessante de fundo, uma voz agradável, quase sexy. A cantora tem bastante material no Spotify, que se explorarem outras texturas sonoras às usadas neste álbum, com certeza é uma boa pedida para minha playlist de longo prazo.

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Banda: Ron Blake
Álbum: Sonic Tonic
Gênero(s): Jazz Rock/Fusion
Ano: 2005
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Ilhas Virgens Britânicas: Território pertencente ao Reino Unido. Um Jazz Rock/Fusion que puxa mais para o Fusion, bem técnico (neste caso eu consegui identificar alguns traços de virtuosismo, quebras de tempo, improvisações bem complexas e engendradas) mas ao mesmo tempo agradável de ouvir. Por conta de abusar do saxofone em notas de escala maior, se não for fã do instrumento, não é uma boa pedida. Há momentos também que a guitarra extremamente abafada se empolga em solos intermináveis, o que não gosto sem haver um motivo claro musicalmente falando. Acredito que a longo prazo ele é um álbum enjoativo. Vale a pena mencionar que lembra um pouco trilhas sonoras do Gran Turismo e sobre Ron Blake, o músico é membro da banda ao vivo do Saturday Night Live, professor de jazz em uma das mais conceituadas universidades de música do mundo, a Juilliard, além de bandas nomeadas ou ganhadoras do premio GRAMMY.

Jamaica jamaica-svg

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Banda: Harold McNair
Álbum: The Fence
Gênero(s): Jazz Rock/Fusion
Ano: 1970
Idioma: Instrumental
Fonte: Youtube

Um pouco mais do mesmo para o nosso artigo, mais puxado para o Fusion, bom, não há uma voz aqui ou instrumento que se destaque, só improviso e virtuosismo pra quem gosta. Pelo menos não é Reggae. Sobre o jamaicano, Harold McNair nasceu em 1931 e morreu em 1971, um ano depois do lançamento deste álbum e antes de completar 40 anos.

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Banda: Henri Guedon
Álbum: Early Latin and Boogaloo Recordings by the Drum Master
Gênero(s): Jazz Rock/Fusion
Ano: 2004
Idioma: Espanhol
Fonte: Spotify

Martinique: Território pertencente à França. Neste ponto, se você está seguindo o artigo, deve ter percebido que na América apesar de ter bastante Prog, também tem bastante Jazz. Apesar de estarmos falando de um homem que é considerado um dos expoentes do jazz Afro-Cubano, com experiência em estilos étnicos, como o Boogaloo, que funde sons locais cubanos com o Jazz e o Blues, infelizmente esta compilação, um dos poucos álbuns do homem que encontrei por ai, acabou que caiu no mais do mesmo. O que não me agradou foi que mesmo com tantas influências, a soma dos elementos não resultou em algum inovador aos meus ouvidos.

México mexico-svg

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Banda: Santa Sabina
Álbum: Babel
Gênero(s)Crossover Prog
Ano: 1996
Idioma: Espanhol
Fonte: Spotify

Sonzeira direto dos anos 90. Uma mistura de Art Rock, com um pouco de Jazz Fusion e uma pitada de gótico, Santa Sabina conta com um vocal feminino etéreo e belíssimo, uma instrumentação igualmente interessante, num álbum com 16 músicas que conseguem ter uma consistência dentro dos 58 minutos de músicas, e ao mesmo tempo individualmente interessantes. Consigo ouvir até mesmo influências da fase mais sombria do King Crimson (início dos anos 80), usadas de uma forma que me agradou. Como é um Crossover Prog, a estrutura do álbum é bem acessível, com faixas de curta duração, que as vezes seguem a estrutura de verso-refrão-ponte esperado por boa parte dos ouvintes “mainstream”. Apesar do nome da banda ser o mesmo de uma basílica na Itália, fontes indicam que o nome da banda foi uma homenagem a Maria Sabina, uma xamã e curandeira Mazatec que viveu no estado de Oaxaca. Não encontrei fontes que confirmam se a banda ainda está na ativa, visto que em 2011 um golpe do destino acabou afetando o destino da mesma. Em 11 de Março de 2011 a vocalista e lider da banda Rita Guerrero faleceu aos 47 anos devido a complicações de um câncer de mama diagnosticado um ano antes. Em 2016 uma campanha de financiamento coletivo conseguiu alcançar 107% do valor necessitado para a criação de um documentário sobre sua vida e carreira, a ser lançado em 2017.

Monserrat montserrat-svg

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Banda:  Arrow
Álbum: Soca Dance Party
Gênero(s): Soca
Ano: 1990
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Monserrat: Território pertencente ao Reino Unido. Bom, falamos mais acima em Granada do Calypso. Soca é um gênero musical que foi criado na fusão entre o Soul (SOul) e o Calypso (CAlypso). Portanto também espere um som de festa e dança carnavalesca aqui, mas com um toque ligeiramente diferente. Alphonsus Celestine Edmund Cassell, conhecido como Arrow, foi um dos responsáveis pela internacionalização do Soca, inclusive aqui no Brasil, onde Silvio Santos utilizou em diversos de seus programas a música mais famosa do músico e do gênero, “Hot Hot Hot”.

Nicarágua nicaragua-svg

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Banda: Bwana
Álbum: Bwana
Gênero(s)Jazz Rock/Fusion
Ano: 1972
Idioma: Inglês, Espanhol
Fonte: Youtube

Aqui temos uma das raras exceções ao Jazz Rock/Fusion que puxa mais para o Rock do que para o Fusion, mas ao mesmo tempo, mistura ritmos latinos em diversos momentos. É um som extremamente datado ao rock progressivo da época. Ainda sim, a fusão com o ritmo latino tem seus méritos. É bem diferente, um filho único da banda Bwana, que formada em 1970, encerrou suas atividades no final do ano de lançamento deste álbum, após um devastador terremoto em Dezembro do mesmo ano.

Panamá panama-svg

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Banda: Equinox
Álbum: Equinox
Gênero(s): Neo-Prog
Ano: 1998
Idioma: Inglês
Fonte: Outros

Álbum difícil de se encontrar e não necessariamente pagou meus esforços. Extenso demais (72 minutos) para o som que apresenta, é um Neo-Prog dos anos 90 um pouco “genérico”. Se aproveita de influências como Marillion, IQ e Arena, porém não consegue chegar ao mesmo nível destas bandas mencionadas. Para os fãs de Neo-Prog que querem ouvir um pouco mais do estilo que este tinha na época, pode ser legal, depois de se acostumar com os vocais. Não encontrei muitas informações sobre a banda, só que após seu segundo álbum, Spirits of Freedom (2000), a banda não produziu mais nada que tenha sido divulgado.

Paraguai paraguay-svg

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Banda: Querubes
Álbum: Lost Century
Gênero(s): Progressive Metal
Ano: 2009
Idioma: Inglês
Fonte: Youtube

Peço desculpas por fazer piada de antemão, mas se no Paraguai o povo é mestre em imitar os produtos originais pra vender mais barato, aqui não foi uma exceção. O vocal me lembra um Bruce Dickinson pirateado, somado ao som de um Queensryche que se misturou com um Helloween. Quase poderia ser classificado como Power Metal ao invés de Progressivel Metal em si, se não fosse por alguns elementos em seu som. Ao que parece a banda possui certo reconhecimento em seu país, além de já ter tocado ao lado de Tim Owens, ex-vocalista do Judas Priest e Iced Earth.

Peru peru-svg

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Banda: Traffic Sound
Álbum: Traffic Sound
Gênero(s)Psychodelic/Space Rock
Ano: 1970
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Nunca visitei tanto o Chile quanto o Peru, porém por conta de estereótipos sonoros, eu esperava algo no nível andino de Los Jaivas. Não sei se foi por conta da escolha ter sido baseada na maior nota para o país no prog-archives ou meu conhecimento é deveras preconceituoso, mas Traffic Sound me lembrou mais do mesmo do Psychodelic/Space Rock americano do início dos anos 70, período curto que compreende a carreira da banda (de 67 a 72). Algumas fontes indicam que há elementos folk peruanos na sonoridade da banda, porém não encontrei nada muito evidente neste álbum, ou talvez tenha me fugido durante a audição do mesmo.

Porto Rico puerto_rico-svg

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Banda: Omar Rodríguez Lopez Quintet
Álbum: The Apocalypse Inside of an Orange
Gênero(s)Eclectic Prog
Ano: 2007
Idioma: Instrumental
Fonte: Youtube

Porto Rico: Território pertencente aos Estados Unidos da América. Omar Rodrígues Lopez foi o fundador da finada banda The Mars Volta, conhecida no meio do rock progressivo moderno. Além de multi-instrumentista, o porto-riquenho é produtor, escritor, ator e diretor cinematográfico. Assim como sua bagunça de diversos meios e influências, seu álbum solo é igualmente bagunça (leia-se Avant), quase um Avant-Prog. Tem bastante improvisação, mas bem organizado, com influências de diversos meios como jazz, blues e elementos latinos. Essa bagunça organizada tem seus momentos, mas no geral não é nada expressivamente incrível e alguns momentos virtuoso e excêntrico demais.

Republica Dominicana dominican_republic-svg

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Banda: El Trio
Álbum: Las Manos
Gênero(s): Jazz Rock/Fusion
Ano: 2013
Idioma: Espanhol
Fonte: Spotify

Um Jazz Rock/Fusion bem puxadão para o Rock, com influências do hard rock e elementos latinos, bem distribuidos por um som consistente. A guitarra é agressiva, mas sem monotonia ou distorção demais a ponto de ficar sujo. O vocal em espanhol combina bastante com o ritmo apresentado pela banda e o ritmo é bem acessível. Este é o terceiro álbum de estúdio da banda liderada por Jonatan Piña Duluc. Recomendo.

Saint-Pierre e Miquelon france-svg

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Banda: Affaire Dom
Álbum: Itinéraires
Gênero(s): Jazz Rock/Fusion
Ano: 2005
Idioma: Francês
Fonte: Spotify

Saint-Pierre e Miquelon: Território pertencente à França. Bem mais puxado pelo Fusion, tem influências em diversos gêneros como Chanson, Reggae e tem seus momentos de Rock. O vocal feminino da banda dá um certo charme ao francês por vezes declamado. De certa forma é interessante, só não caiu no meu gosto diário. Como muito do material da banda está em francês, não fiz uma pesquisa tão profunda sobre para acrescentar mais informações por aqui, sorry.

Santa Lucia saint_lucia-svg

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Banda: Emile Ford
Álbum: New Tracks With Emile
Gênero(s): Rock & Roll
Ano: 1960
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

São 32 minutos e 12 faixas curtas que são bem parecidas entre si, no melhor estilo abafado de um antigo vinil desgastado. Talvez um álbum antigo e datado demais, como talvez Elvis Presley em grande parte é demasiado antigo para mim. E com razão, afinal, o auge da carreira de Emile Ford é anterior aos anos 60. Sua importância veio depois para o mundo da música no geral, como engenheiro de som. Algumas fontes indicam que Emile Ford foi responsável, por exemplo, pela criação do sistema de backing track para shows ao vivo, usado pela primeira vez em 1960, que posteriormente foi usado como base para o que conhecemos hoje como karaokê.

São Cristóvão e Nevis saint_kitts_and_nevis-svg

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Banda:  Joan Armatrading
Álbum: Show Some Emotion
Gênero(s): Jazz, Soul
Ano: 1977
Idioma: Inglês
Fonte: Spotify

Belíssimo vocal acompanhado de uma mescla de Jazz e Soul. Joan Armatrading tem uma voz forte, que faz toda a diferença, pois o som em si não é inovador. Provavelmente devo conferir pelo menos um pouco dos outros 17 álbuns de estúdio da cantora, que já tem 40 anos de carreira e continua na ativa. Vale a pena mencionar que a cantora já gravou com ninguém menos do que o lendário Queen, na faixa “Don’t Lose Your Head” do álbum “A Kind of Magic (1986)”, além de já ter sido nomeada 3 vezes ao GRAMMY e recebido pela BBC o prêmio Lifetime Achievement Award pelo conjunto de sua carreira.

São Vicente e Granadinas saint_vincent_and_the_grenadines-svg

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Banda: Shake Keane (and Michael Garrick)
Álbum: Rising Stars
Gênero(s): Jazz
Ano: 2011
Idioma: Instrumental
Fonte: Spotify

Rising Stars é uma compilação de canções gravadas em 1964, que para a época com certeza são deveras intrigantes. Soam como trilhas sonoras de filme, mas hoje infelizmente nada muito diferente disso. Temos influências de bossa nova, música clássica e até um pouco de blues em oito faixas selecionadas. Shake Keane, além de músico, foi poeta, ministro da cultura de seu país e professor.

Suriname suriname-svg

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Banda: Anand Mahangoe
Álbum: Joy 4 Ever
Gênero(s): Progressive Metal
Ano: 2003
Idioma: Instrumental
Fonte: Youtube

Inspirado por Steve Vai e Joe Satriani, temos Anand Mahangoe, guitarrista do Suriname que gravou um álbum instrumental que pode ser considerado como metal progressivo mais pela instrumentação de fundo do que pela guitarra em si. Difere de suas inspirações principais, mas em diversos momentos é possível ouvir alguns acordes semelhantes ao de canções de Vai como “For The Love of God”. A qualidade instrumental da guitarra é razoável e o restante dos instrumentos tive dificuldade de interpretar se eram reais ou virtuais. Tem toques interessantes, mas não é nada muito diferente do que o usual destes álbuns de guitarristas solo.

Trinidad e Tobago trinidad_and_tobago-svg

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Banda: Tremor
Álbum: Re-Birth
Gênero(s)Tech/Extreme Prog Metal
Ano: 2008
Idioma: Inglês
Fonte: Outros

Um álbum bem fraco, qualidade de gravação ruim e extremamente difícil de ser encontrado. Apesar de Trinidad e Tobago ser casa de diversos estilos latinos interessantes, achei interessante mencionar esta banda pois tem uma proposta bem aversa ao que costuma ser sucesso no país, apesar de que a qualidade em si do álbum é questionável.

Uruguai uruguay-svg

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Banda: Armando Tirelli
Álbum: El Profeta
Gênero(s)Symphonic Prog
Ano: 1978
Idioma: Espanhol
Fonte: Youtube

Foi o álbum que me motivou a perseguir este caminho pelo Prog ao redor do mundo. Uma interpretação sinfônico-progressiva do livro El Profeta do autor Gibran Jalil Gibran recheada de texturas sonoras a cargo do tecladista Armando Tirelli. Partes do álbum não são nem cantadas e sim narradas, como caso de outros álbuns conceituais inspirados em livros, como o famoso aqui no Brasil Journey to the Centre of the Earth do Rick Wakeman. É um álbum bem viajado, suave e gostoso de se ouvir, para se curtir com calma, com flautas e saxofones, bastante ritmos ligeiramente datados e lembranças de Pink Floyd e Yes (mais especificamente no Tales from Topographic Oceans). Recomendo.

Venezuela venezuela-svg

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Banda: Témpano
Álbum: Selective Memory
Gênero(s): Crossover Prog
Ano: 2008
Idioma: Inglês, Espanhol
Fonte: Spotify

Um álbum deveras recheado com Mellotrons e teclados de vários tipos, temos um álbum de 1 hora e 17 minutos da banda venezuelana Témpano. O vocal não é lá essas coisas e muitas vezes o instrumental se alonga, e até sobrepõe a voz, mas é um álbum minimamente interessante para uma pegada Crossover Prog. Marcada por vários hiatos, a carreira da banda começa datada em 1977, com seu primeiro álbum em 1979, e seu último lançamento em 2016, sendo este presente o penúltimo da banda. Uma boa para se conferir.


Ilhas Turcas e Caicos turks_and_caicos_islands-svg

Território pertencente ao Reino Unido. Encontrei apenas um artista, chamado Lovey Forbes que, apesar de ter lançado alguns álbuns, não estão disponíveis em lugar algum. Exceto por alguns vídeos no Youtube, não há muito o que fazer. Seu estilo de música é uma mistura de estilos caribenhos como Reggae, Calypso e Soca, somado ao um tipo de música folk/étnica local da ilha chamada Ripsaw, cujo som é embasado primariamente não em um instrumento musical, mas por uma serra (sim, uma serra de mão). Pelo que entendi, a serra é envergada, e é usado um pedaço de ferro passado na serra para produzir um som. Doidera.

Saba saba-svg

Ilha e município especial da Holanda (neste caso, Reino dos Países Baixos). Infelizmente não encontrei um artista especifico para esta localização, exceto por festivais, como o Saba Summer Festival, que no caso, é como o nosso Carnaval.

São Bartolomeu france-svg

Território francês. Infelizmente não encontrei um artista especifico para esta localização, exceto por festivais, como o St Barts Music Festival, que envolve artistas locais em apresentações solo ou em banda, no geral jazz, folk e música clássica.

Santo Eustáquio sint_eustatius-svg

Ilha e município especial da Holanda (neste caso, Reino dos Países Baixos). Encontrei apenas uma banda local, chamada Rebel Bands HD, cujo som é uma mistura de estilos, como Zouk, Reggae, Soca, Pop e Dance. Na página do Facebook deles tem alguns vídeos, mas não encontrei um álbum ou algo do tipo para ouvir.

São Martinho sint_maarten-svg

Território divido entre a França e a Holanda. Encontrei apenas uma banda local, chamada Youth Waves, cujo som é uma mistura de estilos do Caribe, como Zouk, Reggae, Soca e Salsa. Na página do Facebook deles tem alguns vídeos, mas não encontrei um álbum ou algo do tipo para ouvir.

 


Ilha de Clipperton france-svg

Território não habitado, de posse da França.

Ilha de Navassa united_states-svg

Território não habitado, de posse dos Estados Unidos da América.

…Continua na parte 2, Europa

 

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2 pensamentos sobre “O Prog e a música ao redor do mundo – Parte 1: América

  1. Pingback: Diário de Bordo Especial – O Prog e a música ao redor do mundo: Introdução | Gustavo Lopes - Blog do Gusta

  2. Que trampo absurdo!!! Hahahahaha…

    Não conheço praticamente nada do que tem por aí.
    Das poucas que conheço, o Los Jaivas gosto bastante, é uma banda que vez ou outra toca na minha playlist.
    O Dynahead ouvi por indicação sua no tópico sobre Metal BR, e o Transatlantic já conheço (e desprezo) faz um bom tempo.

    O resto é tudo novidade.

    Vendo as capas e descrições, a que mais me interessou foi o Exuma (Bahamas). Um caribenho psicodélico deve ser no mínimo instigante!

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