Diário de Bordo

Diário de Bordo 9 – Sobre os Contos

Completando 7 semanas seguidas aqui no blog, a sessão de contos já conta com 7 histórias originais que escrevi inspirado pelas imagens do desenhista Nick Muth, parceiro de longa data. Semana passada, na sexta-feira, ao invés de publicar um conto como neste novo costume fiz um post diferente, sobre a HQ Galicia.

Sempre que me deparo com um artigo grande, tenho o costume de guardar para ler depois com calma e mais ou menos a cada 2 dias eu pego pra ler algum destes artigos. Como os meus próprios artigos geralmente caem nesta categoria (alguns até maiores do que as coisas que eu costumo ler), tento esta “periodicidade”, pois este não é um blog de notícias nem artigos rápidos, mas me reservo no egoísta direito de quebrar este padrão.

Nos bastidores do blog, alguns artigos me tomam bastante tempo, principalmente quando estes possuem muitas imagens ou fotos. Costumo tratar tudo no Photoshop, redimensionar para otimizar tamanho, regular as cores e as vezes até construir algumas imagens do zero, montagens mais complexas, o que acaba tomando algum tempo. Eu adoro fazer estas coisas, é quase que como uma terapia, mas queria ter mais tempo para poder me dedicar mais. De qualquer forma, este post não significa que não vai ter mais posts ou, muito menos, contos.

Como percebi que estava antes de ter consciência do questionário

Geralmente nos artigos eu sento, planejo o conteúdo geral e o resto é praticamente feito de um jeito tão automático que as vezes quando eu paro pra ler, vejo que escrevi até demais e saio cortando coisa. Isso acontece não só porque acho que tenho facilidade de falar sobre as coisas que gosto, mas também pois acabo usando o lado “racional” do meu cérebro. Então, numa razão de 90% razão, 10% emoção, sai um artigo atrás do outro. O que pode acontecer é eu não ter uma ideia sobre o que escrever, mas ai são outros 500.

Já os contos caem numa categoria diferente de escrita, para os quais eu uso o lado “emocional” do meu cérebro. Numa razão de 90% emoção, 10% razão, diferente dos artigos, que tem de ser lógicos e práticos, os contos precisam ter emoção, sentimento. Isso significa que antes mesmo de sentar para escrever, o âmago do conto, o que ele representa, já precisa estar circulando dentro de mim. Eu gostaria muito que fosse só sentar, sentir e escrever, mas não é sempre que isso acontece, até porque não é um processo mecânico.

Esta campanha da Mercedes-Benz ilustra não só como imagino ser meu cérebro lúdico, mas um pouco do meu perfeccionismo caótico, "Best or Nothing", o melhor ou nada, pelo menos pra mim

Esta campanha da Mercedes-Benz ilustra não só como imagino ser meu cérebro lúdico, mas um pouco do meu perfeccionismo caótico, “Best or Nothing”, o melhor ou nada, pelo menos o melhor pra mim

Para que os meus sentimentos pessoais do dia a dia não influenciem na qualidade do conto, tento usar vários artifícios para limpar a minha mente do mundo externo (ou pelo menos anestesia-la por um tempo) e assim poder sentir a história que planejo escrever, mas infelizmente tem dia que não dá, não consigo. As duas últimas semanas de Junho, por exemplo, se enquadram nesta situação, em que não consegui esvaziar a minha mente num momento de tempo livre para poder escrever.

Por fim, durante os meses de Abril, Maio e Junho, além dos contos que publiquei aqui no blog, escrevi cerca de 10 vezes mais para uma série que pretendo publicar assim que conseguir analisar história a história até que estejam num padrão de qualidade pessoal aceitável. Na última semana de Junho também reservei algum tempo para pesquisar autores novos, principalmente de contos, e ler este materiais. Fiquei feliz com o que vi por ai e também com meus resultados pessoais comparados.

"É 100.000!!!" Gritou o professor Xavier com cabelo, vulgo James McAvoy

Quando você percebe que está tendo resultados

Também, como sempre faço, parte deste tempo foi direcionado para a leitura de artigos sobre escrita, pois para mim, a escrita é uma busca pela perfeição que nunca será alcançada, logo, eu como autor nunca serei bom o bastante, o que é uma busca maravilhosa para quem sabe conviver com isso, e buscar conhecimento sempre que possível. Conhecimento é poder, e nunca é demais.

Nesta empreitada acabei conhecendo um novo blog parceiro, o Portal da Escrita, o qual tem conteúdos interessantes do gênero e matérias sobre processos de escrita, com comentários da autora que facilitam bastante a exemplificar e dar dicas sobre como tirar aquela ideia que só está na cabeça e coloca-la no papel de uma vez por todas, além de outros conteúdos e até mesmo alguns concursos (os quais pretendo participar, quem sabe).

“Tá, mas e os contos?” Em breve, mais contos, eu posso garantir. Essa semana? Talvez. A semana que vem? Talvez. Como disse em Diários de Bordo passados, não vou prometer nada, mas os contos são um comprometimento pessoal com meu processo de escrita, o qual tem evoluído bastante e vão continuar, pois em mim existe algo que chega até a incomodar quando eu não escrevo. É algo que faz parte de mim há tanto tempo que nem sei quando começou, mas faz pouco tempo que eu resolvi expandir meus horizontes, criando histórias e mais histórias, praticando, tentando e compartilhando. Portanto, contos, sim, posso garantir.

Um abraço e até mais!

 

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