Contos by Gusta

Conto – Os Reis do Fim

Conto: Os Reis do Fim - arte por Nick Muth

Era a quinta noite em que Tom bebia até ser carregado para casa. O dono do bar Rage, Morrell, era um antigo conhecido, e já estava perdendo a paciência. Desde que a esposa de Tom o largou, ele se tornou um freguês mais que frequente, da hora em que o bar abria até a hora em que fechava. Tom pelo menos pagava, mas sua tristeza espantava os desavisados. Morrell preferia não se envolver na vida pessoal daqueles que frequentavam seu bar, apesar das pessoas insistirem em balbuciar o tempo todo sobre suas lamurias e sonhos. Acreditava que se não se envolvesse, poderia continuar enchendo seus copos sem pensar em mais nada além dos negócios. Sentimento em um bar era mal para os negócios, ele dizia.

O caso com Tom era diferente. Tom não costumava beber, e também não costumava demonstrar seus sentimentos desde criança. Um garoto isolado e estranho, que acabou sentando ao lado de Morrell na escola e desde então, Morrell sabia quem existia por trás da fachada sombria do fúnebre garoto que cortava seus pulsos como gesto de rebeldia e colecionava crânios de animais mortos. Tom cresceu e mudou, porém atraiu para si uma mulher tão “estranha” quanto ele, Natascha, que o isolou do mundo. Morrell preferiu não se envolver, ainda mais a partir do momento em que serviu o primeiro gole a seu antigo conhecido.

Nas quatro noites que precederam a quinta, Morrell fechou o bar, arrastou Tom para dentro de seu próprio carro, o dirigiu até a casa do bêbado e voltou para a sua a pé, deixando-o dormir no banco de trás. E no dia seguinte, Tom fazia tudo outra vez. A quinta noite era de um domingo. Morrell não abria seu bar na segunda, então resolveu levar Tom para a sua casa ao invés da do bêbado. Ele o deixou dormindo no sofá da sala, forrado com um plástico duro, caso o bêbado vomitasse, e dormiu numa poltrona logo ao lado. No dia seguinte, Tom acordou com a cara amassada e o olhar caído.

– Onde eu estou? – Perguntou Tom, limpando os olhos.

– Na minha casa, Thomas.

– Só minha mãe me chama assim, quando está enfezada comigo.

– E eu também, não é pra menos. Cinco noite seguidas, Thomas? Cinco noites fazendo drama e dando show no meu bar? Sabe que eu odeio sentimentalismo de boteco, sempre soube. Só não te expulsei porque ainda me resta alguma estima por você, mas está na hora de se ligar.

– Ela se foi, aquela vadia.

– Sim, eu ouvi você repetir isso umas mil vezes enquanto gastava sua grana comigo. Mas chega! Sim, ela se foi, chega de se lamentar!

– Você não entende, Morrell. Nunca se casou, nunca amou ninguém, não sabe como dói…

Morrell desferiu um soco no rosto de Tom antes que ele voltasse com o discurso das cinco noites passadas.

– Faz cinco anos que você não me vê, não sabe da minha vida, nem do que está falando. Foi você que brigou comigo quando eu disse que Natascha era tão louca quanto você era e que devia se afastar de gente que te levava pra baixo. Foi você que não me ouviu e ainda foi parar no meu bar, nesse estado deplorável. Você nunca foi bom com álcool, está tarde para tentar.

– Eu… Amava ela…

Tom bradava e chorava enquanto o efeito do álcool ainda permanecia em seu sangue. Uma gemada e duas xícaras de café o deixaram mais estável para conversar. Morrell não queria saber o que aconteceu, ainda sim, disponibilizou seus dois ouvidos para o antigo camarada.

– Ela te deixou para ir pro interior? Do nada?

– Foi… Ela disse que conheceu um cara que podia elevar seu espírito e que o meu estava preso demais a essa vida mundana. Natascha é uma pessoa espirituosa, está sempre envolvida com essas coisas.

– Olha cara, não sei como ela tem coragem de ir pro interior. Tem acontecido umas coisas bem sinistras por lá.

– Do tipo?

– Você não assiste televisão? Ficou no jornal por um bom tempo.

– Eu não tenho televisão em casa. Natascha dizia que a TV manipulava nossas cabeças e jogou a que eu tinha fora.

– Faz um tempo que rolou umas coisas macabras por lá, encontraram umas mulheres mortas, tráfico de órgãos, tudo por trás de uma seita esquisita. Teve uma época que só passava isso na TV.

– Isso tem quanto tempo?

– Um ano mais ou menos. As reportagens pararam do nada, mas ainda leio na internet vez ou outra umas teorias.

– Morrell, porque o interesse nessa história? Achei que você era católico.

– Não é uma questão de religião. Uma pessoa que eu conhecia acabou aficionada por esse caso e até se mudou pra lá.

– E quem era?

– Um amigo… Nós não éramos tão próximos assim.

– Lógico, você nunca foi próximo a ninguém.

Os dois passaram o dia jogando conversa fora e tomando algumas, poucas, cervejas. Antes do anoitecer, Morrell seguiu Tom de carro até sua casa e lá começaram a encaixotar as coisas de Natascha, que deixou tudo para trás em sua jornada pela ascensão espiritual. Morrell ficou assustado quando entrou na casa de seu colega. A fachada comum da casa de bairro escondia uma podridão rústica do lado de dentro. As paredes eram sujas de terra dos inúmeros vasos de planta espalhados pela casa, sendo que algumas batiam no teto e continuavam crescendo, numa floresta em meio ao concreto das paredes. Tapetes, incensos, utensílios feitos com madeira e ossos. Na geladeira não tinha carne, nem nada derivado de animais. Nada que pudesse vir de um animal podia ser encontrado na casa de Thomas.

– Natascha dizia que apesar de vivermos em meio a civilização moderna, tínhamos que buscar nossas raízes em nossos antepassados, numa jornada de desapego material.

– O discurso da sua ex era muito bonito, mas isso aqui está parecendo um lixão. O banheiro está todo sujo de sangue. Não me diga que…

– Era dela… Ela dizia que…

– Esquece, eu não quero saber o que ela dizia. Vamos limpar essa bagunça.

Enquanto procurava por algo de útil no meio de tantas camadas de tecidos e móveis usados, Morrell viu um símbolo que chamou sua atenção. Estava bordado no centro de um tapete enrolado no canto do quarto. Quatro coroas de vinhas entrelaçadas formando um circulo, rodeado de desenhos estranhos de árvores e corvos.

– Tom, onde vocês conseguiram esse tapete?

– Um conhecido de Natascha deu a ela de presente quando fomos visita-lo. Ele também fazia parte do grupo de pessoas que pensavam parecido com ela.

– Que grupo?

– Não tinha bem um nome. Era mais um grupo de pessoas com ideias espirituais semelhantes, essa história do desapego, da natureza…

– Pode me levar até a casa dele?

– Agora?

– Quando quiser. É muito longe?

– Não, mas acho que já é tarde…

– Tudo bem, vamos amanhã.

– Mas e o bar?

– O bar pode esperar.

No dia seguinte, logo cedo, Morrell apareceu na casa de Thomas. Levando o tapete consigo, foram até a casa do conhecido de Natascha. O interior da casa do homem era tão rústico quanto a de Tom, mas o tapete com as quatro coroas estava exposto na sala, aos olhos de todos que entravam na residência.

– Martes, este é meu amigo Morrell.

– Muito prazer senhor Morrell, em que posso ajuda-lo? – Disse o homem calmamente.

– Trouxe o tapete para refrescar sua memória, mas vejo que tem um igual aqui em sua sala.

– Então você também faz parte?

– Não exatamente, mas conheço uma pessoa que tem grande interesse n”A coroa”.

– Ora, “A coroa” não existe mais. Agora somos os “Discípulos dos Reis do Fim”.

– Mas não abandonaram a coroa como símbolo, não é mesmo?

– O símbolo é semelhante, mas nossas crenças não são. Por falar nisso, Natascha já te deixou, Thomas?

– Sim… Mas… Como sabe disso?

– Você não compartilha de nossas crenças, então ela disse que te deixaria. Mas fique feliz por ela, Natascha conheceu os quatro reis e foi escolhida por eles para Grande Ritual.

– Natascha… Ela… O Grande Ritual?

– Acontecerá daqui a três dias, onde ficava a joia d”A coroa”. Mas nem tente aparecer por lá. Somente serão permitidos membros.

– Mesmo que tenhamos algum interesse em se juntar aos “Discípulos dos Reis do Fim”? – Perguntou Morrell.

– Pegue isso. – O homem entregou dois pedaços de pano com o símbolo das quatro coroas, sujo de sangue. – Se apresentarem isso aos sentinelas, poderão entrar como convidados.

– Pode me conseguir um adicional? – Pediu Morrell. – Para aquele meu amigo.

– Tudo bem, fique com mais um, posso distribuir até cinco destes, mas como está em cima da hora acho difícil conseguir mais interessados. Nos encontramos lá.

– Pode apostar que sim.

Os dois voltaram para a casa de Morrell. Thomas não entendia o interesse de seu colega no ritual, mas logo sua dúvida foi se aclarando.

– Renkse, sou eu, Morrell. Sei que não quer conversar comigo, mas eu encontrei uma pista sobre o caso que você estava investigando.

Morrell contou ao homem do outro lado da linha sobre os “Discípulos dos Reis do Fim” e o ritual que estava para acontecer. Ao desligar, Morrell correu para o quarto e voltou com duas malas.

– Espero que não tenha nenhum compromisso marcado, pois vamos viajar.

A dupla caiu na estrada com um destino: a cidade do homem no outro lado da linha, Renkse. No caminho Morrell contou a Tom que Renkse é seu meio irmão, do segundo casamento de seu pai. Morrell e Renkse eram muito próximos, mesmo quando cada um seguiu um caminho. Enquanto Morrell assumiu o bar que pertencia a seu tio, Renkse optou pelo celibato. A amizade com seu irmão mais novo se tornou vaga quando o então formado padre passou a perseguir uma seita envolvida com casos de desaparecimento e finalmente assassinatos e tráfico de drogas, chamada “A coroa”. Renkse ajudou as forças especiais do governo a desmantelar o grupo, que prometera que aquele não seria seu fim. Enquanto seus aliados se ocuparam com dezenas de outros casos, Renkse continuou sua busca pelo legado d”A coroa”, mas sem sucesso, até a descoberta de Morrell.

– Quanto tempo, meu velho irmão. – Disse Renkse, ao receber Morrell e Tom em sua modesta casa.

– Quanto tempo, meu já tão novo irmão.

– Quem imaginaria que você descobriria algo tão importante para mim. Você, que zombou de mim quando eu disse que este mundo era cheio de escuridão e os piores terrores.

– Sabe que eu não sou um religioso praticante, mas a televisão soube como atrair minha atenção para seu caso.

– O que a TV mostra não é bem a verdade por trás desse caso, ainda mais agora, se falando dos “Reis do Fim”.

– Você disse que ia explicar melhor quando chegássemos.

– Pois sim, acomodem-se e tentarei explicar o que sei.

Renkse, Thomas e Morrell sentaram na mesa de madeira rústica da cozinha, rodeados com alguns pedaços de pão e molho.

– Nos registros que consegui do dia em que desmantelamos a sede d”A coroa”, existem várias menções sobre os “Reis do Fim”, bem como outros possíveis braços dessa religião disforme. Por um tempo, desconfiei que era só uma fachada para o tráfico de órgãos e mulheres, como foi mostrado na mídia. De certa forma, os homens que estavam por trás d”A coroa” a utilizaram para seu próprio lucro, porém esta não era a verdadeira intenção deles. As mortes, as mulheres, estava tudo ligado ao Livro dos Corvos.

– E o que seria esse livro?

– É como uma Bíblia ou um Alcorão, porém ele não é escrito numa sequência, como uma história ou um registro dos eventos da religião, e sim como uma série de poemas, cânticos, cuja interpretação talvez nem mesmo os integrantes da própria religião saibam seu verdadeiro significado. Os “Reis do Fim” são parte dos braços que foram o Livro dos Corvos, os homens escolhidos pela Morte para encontrar o Vassalo. Este ritual que mencionam está detalhado no livro e é justamente o “fim” do trecho dos “Reis do Fim”. No último poema, é citado que os quatro “Reis do Fim” encontram o Vassalo e é no Vassalo em que a Morte será incorporada, durante o Grande Ritual.

– O que acontece depois, meu irmão?

– O texto dos “Reis do Fim” acaba neste ponto e os demais textos não tem relação direta, pelo menos não que eu pude identificar.

Como as forças especiais concluíram que os desaparecimentos posteriores à dissolução d”A coroa” não tinham relação com algum ato que pudesse indicar a continuidade do culto, nada do que eu possa fazer pode chamar a atenção deles. Estamos sozinhos nessa.

– O homem que nos deu esses convites disse que podia distribuir até cinco convites. Isso pode significar que vai ter muito mais gente no lugar. Você não vai conseguir impedir nada.

– Eu não posso e não vou impedir nada. Apenas quero entender. Quero entender que tipo de entidade está por trás deste braço que saiu do “Livro dos Corvos”. Se ela for legitimamente maligna, eu preciso entende-la para descobrir uma forma de combate-la.

– E você já combateu alguma entidade antes?

– Não, mas sei quem pode me ajudar, se eu precisar.

– Como pode achar que a Morte não é maligna? – Intercedeu Tom. – A morte é o fim!

– Exatamente, mas o fim, em sua essência, não é maligno. O fim é apenas uma eventualidade que tudo nesta vida um dia terá. “A coroa” era uma entidade monstruosa que usava as pessoas, matando-as e até mesmo vendendo seus órgãos. Diferente, os “Discípulos dos Reis do Fim” podem ter relação com “A coroa”, porém seus atos estão fora do radar, como se eles fossem apenas mais uma religião, que no final das contas, pode ser usada para um fim benigno ou maligno. É isso que eu quero entender.

– Já vim até aqui, não vou voltar atrás. Eu vou contigo meu irmão. Thomas?

– Quero saber o que farão com Natascha…

Então, o dia do Grande Ritual chegou. Entrando na cidade isolada do interior, palco de uma conspiração sangrenta no ano anterior, homens fechavam a única estrada de acesso. Ao mostrar os convites, Morrell foi autorizado a estacionar o carro num campo aberto, ao lado de centenas de outros. O Grande Ritual atraiu milhares, como Renkse jamais imaginou. Mal podia se ver alguma coisa entre as árvores e pessoas do lugar. O local, onde outrora havia uma cidade, não passava de um grande campo aberto que antecedia uma floresta de árvores cuja copa parecia se juntar com as nuvens. A hora do ritual foi anunciada por uma voz que ecoou pela floresta.

– Discípulos e simpatizantes. Agradeço a presença de todos. Hoje será um dia histórico para os Corvos. O Grande Ritual acontecerá e mesmo que seus olhos não possam presencia-lo, seus corações estremecerão diante da Morte. Este dia desafiará suas mentes mas acreditem, acreditem no fim. O fim já começou e vocês, Discípulos ou simpatizantes, farão parte de seu grande propósito. O Vassalo está entre nós.

– O Vassalo está entre nós. – Gritaram centenas.

– Eu sou o Vassalo e ofereço meu corpo e espírito para os quatro Reis do Fim.

– É a voz de Natascha! – Gritou Thomas. – Natascha, sou eu! Tom!

A voz de Tom foi sumariamente ignorada por sua ex-mulher, e mal ouvida pelos demais. Renkse pediu silêncio e o ritual continuou sem pausa.

– O primeiro Rei aceita o Vassalo.

– O segundo Rei aceita o Vassalo.

– O terceiro Rei aceita o Vassalo.

– O quarto Rei aceita o Vassalo.

– Morte, aceita-me como seu vassalo. Vinde a mim e abra os portões do Fim!

Ao terminar sua frase, a mulher deu um grito que estremeceu os ouvidos dos presentes. O céu ficou mais negro ao redor da floresta. Como uma pedra que caiu na água, ondas de escuridão saiam do centro do céu ao redor do local onde estaria Natascha, no meio da multidão, e ascendiam aos céus, enquanto ondas de luz roxa atravessavam o chão, passando por todos, que sentiam seus corações doloridos.

Duas grandes asas negras de corvo se destacaram da multidão, e uma mulher nua, com os cabelos acinzentados e no lugar de seu rosto um crânio de bode, voou para cima, e não voltou. A multidão se dispersou, sem que Morrell, Thomas, ou mesmo Renkse entendessem o que havia ocorrido. Restaram apenas quatro homens no centro da floresta. Renkse foi até um deles e questionou.

– Meu bom homem, sou apenas um simpatizante. O que aconteceu?

– A Morte ascendeu com suas asas negras. Você vislumbrou a morte, não, Renkse?

O padre arregalou os olhos enquanto o homem sorriu para ele.

– Percebe o quão insignificantes somos diante de um ideal? Nada mais importa, você agora é um Corvo. Está salvo.

Os quatro homens viraram as costas e andaram em direção ao centro da floresta, onde a mata era mais densa e a escuridão mais profunda. Thomas e Morrell voltaram para suas casas com o coração cheio de incertezas, porém sua amizade foi fortalecida com aquele momento que não sabiam se seus olhos os enganara. Já para Renkse, seu trabalho estava apenas começando, para entender qual era a verdadeira intenção do “Livro dos Corvos”, mesmo que nada mais estranho tenha acontecido meses após o Grande Ritual.

 

Versão P/B, por Nick Muth

Versão P/B, por Nick Muth

Por Gusta. Arte por Nick Muth


Olá pessoal! Como mencionado no primeiro conto publicado aqui no blog, pretendo escrever histórias curtas como esta, que pude desenvolver em algumas horas, sem apego, como forma de exercitar minha criatividade e gerar contos rápidos, inicialmente inspirados nas artes exóticas do Mr. Muth (a propósito, caso tenha se interessado pela arte dele, confira aqui na lateral do blog como encomendar artes comissionadas com ele!). Como também já mencionei, estou aceitando sugestões de temas ou imagens para me inspirar e escrever sobre, logicamente dando o crédito e parceria pelo feito. Saiba mais no formulário logo abaixo. Além disso, caso encontre algum erro que eu deixei passar, por favor, não deixe de me avisar!

Desta vez acabou que o conto ficou bem grande perto da ideia que tinha para o blog, além de possuir ligação com o anterior, A coroa. Quem sabe outros contos relacionados apareçam. Tudo acontece espontaneamente na hora de escrever, então nunca sei onde a escrita pode me levar.

Curtiu? Não esqueça de comentar e compartilhar, afinal, estou publicando estas pequenas histórias por aqui como forma de divulgação. Aproveita pra curtir a página do blog no Facebook. Confira os demais contos no índice que fica aqui na lateral do blog. Um abraço e até mais!

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