Diário de Bordo

Diário de Bordo 7 – Decisões

Eis mais uma vez que venho por meio desde Diário de Bordo falar sobre… muita coisa… Sem formalidades e sem firulas para escrever este post, deu pra ver que o blog ficou de férias por quase 1 mês e meio. Nesse meio tempo, não fiquei de papo pro ar e não pretendo desistir dele por falta de tempo ou de assunto. Muito pelo contrário, estou apenas começando. Não tive ainda oportunidade de firmar parcerias com muita gente nem de divulgar muita coisa, mas a intenção deste blog desde o começo nunca foi simplesmente ser um site com muitos acessos ou um repeteco das noticias que todo mundo publica.  A intenção deste blog é puramente escrever, seja sobre mangá, sobre algum assunto que pode ter relação,  simplesmente divulgar links sobre coisas que eu achei interessante ou apenas dizer o que penso. E por falar em dizer, pensar, férias, acabei por utilizar este tempo que me foi dado do trabalho para fazer algo que geralmente as pessoas não querem fazer durante suas férias: trabalhar.

“Pera, como assim? Cê tá bem loko né?” Essa foi uma frase que ouvi várias vezes durante o mês de Agosto, justamente pelo uso da palavra trabalho. A diferença é que o trabalho do qual tirei férias foi o que chamo de “sustento capitalista”, ou normalmente, emprego, afinal, se eu não fosse capitalista, não precisaria necessariamente de dinheiro para suprir minhas vontades. Já o trabalho que executei durante minhas férias é algo totalmente diferente, algo muito mais próximo de empenho. Empenho sobre algo que decidi depois de tentar de todas maneiras evitar. Um pouco antes das férias levei um tapa na cara da realidade, que me fez pensar e duvidas das decisões que tomei até hoje. Pensei sobre carreira, rumos, vontades, desejos, futuro, presente, passado… No final das contas, comecei a enumerar as coisas que sempre fizeram, fazem e farão parte de minha vida. Eu sempre quis contar estórias, transformar realidade em fantasia, misturar as duas coisas para criar algo maior. Quando era pequeno, eu desenhava doujinshis e compartilhava na escola, fazia fanzines de estórias próprias, me por várias vezes abandonei esse mundo “otaku”, voltei, tentei continuar de onde parei, mas sempre batia aquela dúvida ou aquela indecisão sobre o que fazer da vida. Quando achei que desenhar seria complexo demais, daria muito trabalho, passei para a escrita, mesclei com algumas fan-arts, e nesse pêndulo inconstante, fui levado a este momento.

Fan-artzinha pans do Yu Yu Hakusho

Fan-artzinha pans do Yu Yu Hakusho

Eu decidi que nas minhas férias eu trabalharia duro para no mínimo recuperar o pouco de habilidade que tinha com desenho e a partir de agora quero ser realmente um mangaká completo, roteiro e desenho. Como esta segunda parte é a deficitária no momento, trabalharei por mais de 8 horas por dia durante esse período que deveria ser de descanso para fazer algo que eu realmente amo. Trabalhar nesse skill para mim é algo árduo, que requer tempo e estudo, algo que jamais fiz de verdade até então, mas é algo que eu amo, então talvez usar a palavra trabalho, a qual muitas vezes é associada com obrigação, não seja a melhor escolha. Além disso, estou estudando cada vez mais sobre mangá, suas origens, sobre outros mangás, lendo-os com afinco, prestando atenção nos elementos e em cada estilo, mais de 5000 páginas de leitura por semana, variando entre livros sobre o assunto e volumes de mangá. Talvez esta não seja a maneira otimizada de se fazer isso, talvez seja um modo difícil ou uma forma que eu mesmo estou utilizando para “dificultar” meu caminho, mas como sempre digo: se não for difícil, não tem graça.

E por falar em mangá, menciono rapidamente que Beyond não morreu, só está num ritmo muito mais lendo do que eu gostaria, mas agora muito disso depende de mim, portanto me empenharei ao máximo. Quanto ao Shingeki no Kyojin, tive a oportunidade de ler a obra até o momento, ignorando o fato do anime parecer ser muito mais bonito e posso dizer uma coisa: me motivou demais. Por que me motivou? Porque Isayama é um desenhista abaixo da média, mas ele parece não estar nem ai para esse fato. Ele quer desenhar, ele quer botar a cara a bater e fazer o que ama, do jeito que ele quer. Assim como Vince Gilligan com Breaking Bad, que começou e terminou a série como queria. Essas pessoas me fazem pensar se a Shonen Jump e o cenário atual de mangás em massa não estão alienando ainda mais os leitores com obras extremamente influenciadas por um hype mainstream. O termo blockbuster sempre me deu um certo nojo, apesar de gostar de vários filmes que foram categorizados assim.

Enfim, me despeço com um rabisco que fiz durante os últimos dias, inspirado no personagem Kabane do mangá Tenjou Tenge. E para o próximo Diário de Bordo espero trazer dicas, links e muito mais do que estou estudando neste meio tempo. See ya!!!

Quase o Kabane

Quase o Kabane

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